23 de janeiro de 2011

Bertrand

Se uma opinião contrária à sua faz com que você fique zangado, isso constitui um sinal de que você está subconscientemente certo de não ter uma boa razão para pensar como pensa. Se alguém afirma que dois e dois são cindo, ou que a Islândia se acha situada no Equador, você, em lugar de raiva, terá pena de tal pessoa, a menos que você saiba tão pouco a respeito de aritmética ou geografia que tal opinião abale a sua própria convicção contrária. As controvérsias mais violentas são as que se verificam em torno de assuntos em que não há, em nenhum dos lados, qualquer boa evidência. Emprega-se a perseguição na teologia, mas não na aritmética, porque na aritmética há conhecimento, enquanto na teologia existe apenas opinião. Assim, sempre que você vir que está ficando zangado devido a uma divergência de opinião, mantenha-se em guarda; você provavelmente verificará, por meio de exame, que aquilo que você acredita está indo além do que a evidência justifica.
RUSSELL, Bertrand. Ensaios impopulares, Companhia Editora Nacional, São Paulo, 1956, p. 133.

22 de janeiro de 2011

Promoter

Os Companheiros


Entre os livros, os namorados fazem companhia um ao outro.

Gênio Coletivo

A propósito desta expressão — “gênio coletivo” — empregada por Ferri, cumpre registrar que Gabriel Tarde a rejeita, apesar de muito empregada no seu tempo. Diz ele: “Não é mais permitido, por conseguinte, entender esta expressão da qual tanto se abusa, o gênio de um povo ou de uma raça, e também o gênio de uma língua, o gênio de uma religião, como o entendiam alguns de nossos antecessores, Renan e Taine ainda. A esses gênios coletivos, entidades ou ídolos metafísicos, empresta-se uma originalidade imaginária, aliás, muito mal definida...” TARDE, Gabriel. Les lois sociales. Esquisse d’une sociologie. Alcan, 1898. Edição eletrônica foi realizada por Jean-Marie Tremblay, professor de sociologia emCégep, Chicoutimi. Do Quadro da Coleção: "Les classiques des sciences sociales"
http://www.uqac.uquebec.ca/zone30/Classiques_des_sciences_sociales/index.html.

20 de janeiro de 2011

Panóptica

Hostis a toda opacidade social, as democracias liberais deram-se um ideal de “transparência” que só pode se realizar através de um esquadrinhamento social. A sociedade transforma-se então em um bunker protegido por insígnias, códigos de acesso, câmeras de vigilância. A multiplicação dos espaços privativos, sempre para fins de segurança, subtrai-os ao fluxo social e termina por fazer desaparecer a propria noção de espaço comum que é aquele da cidadania. Assim surge uma Panóptica, de outro modo tão terrível quanto aquela prevista por Jeremy Bentham, mas cuja função é a mesma: ver tudo,entender tudo, controlar tudo.
Alain de Benoist

18 de janeiro de 2011

E por falar em mulheres

Foi necessário que a inteligência do homem se achasse obscurecida pelo amor, para que chamasse belo a esse sexo de pequena estatura, ombros estreitos, ancas largas e pernas curtas; toda sua beleza de fato reside no instinto do amor. Em lugar de denominar belo, teria sido mais justo denominando-o inestético. As mulheres não tem nem o sentimento nem a inteligência da música, mais que o da poesia, ou a das artes plásticas; fingem-no por pura imitação, puro pretexto, para afetação explorada pelo desejo de agradarem. São incapazes de tomar uma parte desinteressada seja em que for e pela seguinte razão: o homem, em todas as coisas, esforça-se por dominar diretamente ou em inteligência ou pela força; a mulher, pelo contrário, acha-se sempre e em toda parte reduzida a um domínio absolutamente indireto, isto é, o seu poder vem-lhe do homem, e é sobre ele só que ela exerce uma influência imediata. Portanto, a natureza leva as mulheres a procurar em todas as coisas um meio de conquistar o homem, e o interesse que parecem tomar pelas coisas exteriores é sempre um fingimento, uma sutileza, isto é, pura garridice e pura imitação. Disse-o Rousseau: As mulheres em geral não apreciam arte alguma, não as conhecem e não têm talento nenhum.
SCHOPENHAUER, Arthur. As dores do mundo. Ed. Livraria H. Antures, Rio de Janeiro, 1931, p. 90.

Passado


15 de janeiro de 2011

Decepção

"As vezes construímos sonhos em cima de grandes pessoas... O tempo passa... e descobrimos que grandes mesmo eram os sonhos e as pessoas pequenas demais para torná-los reais!" (Bob Marley)

Significados

A importância e a razão maior de brincar de significados é que as palavras não podem ficar presas para sempre no que os dicionários dizem delas. É preciso libertá-las da rotina que as escraviza, submete e que as condena a valeram sempre pelo que são.
Acho que ainda penso assim. Exatamente como escrevi há tanto tempo naquele conto que repudiei. Ao menos isso ainda parece fazer sentido.

Endereço


Tem horas que este me parece um lugar bem atraente.

8 de janeiro de 2011

Nada pessoal, absolutamente