23 de abril de 2015

Ficou boa


22 de abril de 2015

E assim

E assim parece que todas as coisas se conformam aos lugares, a nós, a elas mesmas. As coisas não são passivas. Ao menos essas coisas que estão sempre aí, no nosso dia-a-dia, que são como o nosso pão. Estão sempre em atividade, mudando daqui para ali, de lá para cá. Coisas, coisas, coisas.
Les Choses do querido Perec.

11 de abril de 2015

Tudo de bom!


9 de abril de 2015

Veja bem


6 de abril de 2015

Bem belo


5 de abril de 2015

Sopinha de Letras

Quer saber? Todo falso intelectual faz isso. Ele estupra a realidade. Não podendo apreendê-la de forma equilibrada, explorando com prazer tudo o que nos é entregue pelos sentidos, ele se defende com o que imagina ser a sua inteligência, uma racionalidade tão estúpida que se deleita com o óbvio. E como isso acaba se tornando um vício, estupram a realidade que os cerca e fazem dela objeto dessa verdadeira tara, autêntico desvio onde tudo é problematizado e transformado em questõezinhas quantitativas e qualitativas. Essa gente nunca pensou de verdade. Esse pensar macio que é puro prazer. Que é Bergson, brincando com causas e efeitos, e nos dizendo que são estes últimos que criam as suas próprias causas. 
Pobre de quem procura as próprias causas fora de si. Eternos desconfiados, se entregam às dúvidas, quando Descartes fez delas o melhor caminho para que se chegasse às certezas. 
Que saber?
Não gozam. Incapazes de se entregar por completo a uma música, a um quadro, a um livro! Percebem tudo aos pedaços, cortam e recortam, esquematizam e depois pensam que assimilaram alguma coisa dessa má digestão. 
Como são chatos, meu deus!

Solve & Coagula