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19 de março de 2012

O Pato Empratado

Definitivamente, faz tempo que não fico tão impressionada com um blog. Só posso dizer a todos que visitem. Mas se preparem: a gente não consegue parar de olhar e de ler. Não são apenas receitas, mas uma aula de estilo em matéria de redação, de fotografia e de gastronomia, é claro.
http://opatoempratado.blogspot.com.br/

3 de março de 2012

Fotografia

Gostei de ver. Rogério agora mexendo com fotos e eu aprendendo o que nunca soube: algum rudimento de técnica. Quando acerto (o que até não é raro) é por sorte. Pura sorte. Um dia, no entanto, talvez eu consiga aprender o que é a abertura, foco, velocidade, o tal de RAW (não é chic?) e essas outras expressões cabalísticas que os iniciados dominam tão bem. E pensar que já faz alguns anos, quando em 2008 o próprio Rogério me colocou uma Sony nas mãos e me mandou tirar fotografias por aí. Eu tinha medo até de tocar no cartão de memória. Olhava para a "máquina" como quem contempla um bicho que vai morder. Nem segurar segurava direito. Tremia. Receava estragar, derrubar, quebrar. Hoje, só publicadas nas minhas Imagens Imaginadas lá vão quase duas mil. Agora, parece, é hora de aprender. Mais técnica, mais assim como fazer coisa de gente grande, que sabe explicar o que acontece. Eu não sei muito. Mas eu sinto. Sinto cada clic na ponta do dedo e no fundo do coração.

22 de abril de 2010

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Bem, alguém que não sei quem é indicou este blog para o concurso. Ora, seja quem for, obrigada!

26 de fevereiro de 2010

O Inimigo e o Mal

"A noção de inimigo da humanidade é efetivamente uma contradição em termos, dado que, por definição, a humanidade não pode ter inimigos entre os humanos. É por causa disso que as guerras em nome da humanidade resultam indubitavelmente na negação da qualidade de ser humano ao inimigo: bater-se em nome da humanidade leva necessariamente a por os seus inimigos fora da humanidade. Ora, contra aquele que foi posto fora da humanidade, tudo se torna permitido. Desde logo, o inimigo desta não é mais um simples adversário do momento, que poderia de igual forma transformar-se amanhã em aliado, mas uma figura do Mal, um «inimigo do gênero humano», um criminoso a punir, podendo ser empregados todos os meios que permitam subjugá-lo. (...) Combater em nome da humanidade significa, de fato, colocarmo-nos em posição de decretar quem é humano e quem não o é. Tal é o paradoxo: todo o discurso que pretende apagar as fronteiras entre os homens para estender a noção de «nós» à totalidade da espécie humana resulta na recriação, no próprio seio da humanidade, de uma linha de fractura e de exclusão mais radical do que as outras. «Com efeito, não é senão com o homem entendido como humanidade absoluta que surge o inverso desse mesmo conceito, o seu novo inimigo específico, o homem inumano (Unmensch)» escreve Schmitt. A guerra em nome da moral é, pois, o exemplo acabado da guerra mais inumana. O universalismo abstrato faz dos adversários inimigos absolutos e transforma as guerras «humanitárias» em guerras de extermínio."

Alain de Benoist in «Guerra Justa, Terrorismo, Estado de Urgência e Nomos da Terra - A actualidade de Carl Schmitt», Antagonista (2009), citado em http://infoinconformista.blogspot.com/