30 de janeiro de 2012

Quantos Mundos?

Eu diria que são tantos quantas forem nossas representações dele.

27 de janeiro de 2012

Cada dia

Todos sabemos que cada dia que nasce é o primeiro para uns e será o último para outros e que, para a maioria, é só um dia mais.
Saramago

25 de janeiro de 2012

Totalitarismo que se preze...

Desde os tempos antigos, a imposição da igualdade de condições aos governados constituiu um dos principais alvos dos despotismos e das tiranias, mas essa equalização não basta para o governo totalitário, porque deixa ainda intactos certos laços não-políticos entre os subjugados, tais como laços de família é de interesses culturais comuns. O totalitarismo que se preza deve chegar ao ponto em que tem de acabar com a existência autônoma de qualquer atividade que seja, mesmo que se trate de xadrez. Os amantes do "xadrez por amor ao xadrez", adequadamente comparados por seu exterminador aos amantes da "arte por amor à arte", demonstram que ainda não foram absolutamente atomizados todos os elementos da sociedade, cuja uniformidade inteiramente homogênea é a condição fundamental para o totalitarismo. Do ponto de vista dos governantes totalitários, uma sociedade dedicada ao xadrez por amor ao xadrez difere apenas um pouco da classe de agricultores que o são por amor à agricultura, embora seja menos perigosa. Himmler definiu muito bem o elemento da SS como o novo tipo de homem que em nenhuma circunstância fará, jamais "alguma coisa apenas por amor a essa coisa".
AREND, Hannah. Origens do Totalitarismo, trad. Roberto Raposo. São Paulo: Companhia das Letras, 1989.

22 de janeiro de 2012

Memória e Literatura

A relação entre memória e literatura é algo que se apresenta como praticamente evidente, na medida em que toda reconstrução do passado implica na organização de lembranças tomadas, seja de vivências pessoais e coletivas, seja do próprio imaginário, de sorte que a forma como se estrutura o pensamento literário, ora avaliza o imaginário, ora se opõe ao esquecimento, operando como uma espécie de resistência. Contar uma história significa elaborá-la subjetivamente, utilizando a linguagem como ferramenta e a memória como fonte, na expectativa de obter um vínculo com o leitor. O processo da escrita, neste caso, atuará como que definindo diferentes ambientes literários que podem variar intensamente conforme tempo, lugar e público, em matizes contrastantes que, todavia, têm em comum a reconstrução de vivências pelo autor com vistas a um sujeito leitor que as irá vivenciar.
TOMASINI, M. B. Memória e Literatura, in Dicionário de Expressões da Memória Social, dos Bens Culturais e da Cibercultura. Canoas: Unilasalle, 2011, disponível em http://edicionario.unilasalle.edu.br/

21 de janeiro de 2012

Um pouco do lar das Traças, Ácaros & Cia

Onde todas as coisas se encontram e fazem pontes para toda parte, não chegando nunca a lugar algum, porque vida é passagem, é gerúndio, porque o acontecido está sempre acontecendo e tudo é continuidade.

19 de janeiro de 2012

Pois é

15 de janeiro de 2012

Domingo...

Pensando bem, é dia de preguiça, mas sempre tenho tanto que fazer que...

14 de janeiro de 2012

Coisas da Rua

Há tantas coisas assim, apequenadas. Coisas como essa figura parcialmente colada a uma lixeira, coisas prosaicas, feitas num instante, como ato que se esgota em si mesmo. Coisas não intencionais, que são porque são, e que eu insisto em ver, simplesmente porque sim.

10 de janeiro de 2012

Inusitado

É que tem dessas coisas. Pequenos imponderáveis que a gente registra, porque não é apenas de grandezas que a vida é feita. Somos todos cotidianos. Querendo ou não uma boa dose de surpresa existe sempre por aí, perdida nas nossas rotinas, desviada de nosso olhar voltado sempre para o próximo instante, a próxima hora, a próxima obrigação a ser cumprida. Qualquer hora compro prendedores de roupa e saio por aí enfeitando as árvores.
Qualquer hora, quando eu tiver tempo.
Qualquer hora, quando eu me sentir menos assim. Menos o quê?
Ah! Preterida.
Pois é. O "f" faria toda a diferença...

Bem feito!

6 de janeiro de 2012

Selo

Fonte: Gallica, BNF.

1 de janeiro de 2012

Consciência Infeliz

Se a sociedade se vê, e sobretudo se ela se vê vista, ocorre, por esse fato mesmo, a contestação dos valores estabelecidos e do regime: o escritor lhe apresenta a sua imagem e a intima a assumi-la ou então a transformar-se. E de qualquer modo ela muda; perde o equilíbrio que a ignorância lhe proporcionava, oscila entre a vergonha e o cinismo, pratica a má-fé; assim o escritor dá à sociedade uma consciência infeliz, e por isso se coloca em perpétuo antagonismo com as forças conservadoras, mantenedoras do equilíbrio que ele tende a romper.SARTRE, Jean-Paul. Que é a literatura? São Paulo: Ática, 1989, p. 65.