30 de junho de 2011

Longe

Longe e feito de letras. Como uma sopa.

26 de junho de 2011

Fotografia. Vamos comparar?

Eu adoro fotografia, e até mantenho outro blog só para isso, minhas IMAGENS IMAGINADAS. O problema é que não entendo nada do assunto, pois fotografo intuitivamente. Nada sei de aberturas nem de exposições. Ultimamente, porém, tenho sentido necessidade de entender ao menos um pouco de alguma coisa que, afinal, faz parte do meu cotidiano. Comecei a pesquisar câmeras e ver o que podem fazer. Ora, recebi hoje de São Paulo duas fotos (1 e 2) para analisar. Foram tiradas por diferentes câmeras, uma que usa uma lente japonesa e outra que usa uma lente alemã. Vale a pena observar a diferença de detalhes e, sobretudo, a diferença de contraste entre as sombras, coisa que fica bem evidente em preto e branco. A foto 1 foi feita com uma lente alemã, famosa pela precisão de detalhes; a foto 2, por uma lente japonesa bastante conhecida. A foto 3 é própria foto 2 com mudanças operadas por mim num programa bem simples de edição de fotos.

24 de junho de 2011

Olhando bem...

21 de junho de 2011

Manifesto

O fim último de toda a atividade plástica é a construção. Adorná-la era, outrora, a tarefa mais nobre das artes plásticas, componentes inseparáveis da magna arquitetura. Hoje elas se encontram numa situação de auto-suficiência singular, da qual só se libertarão através da consciente atuação conjunta e coordenada de todos os profissionais. Arquitetos, pintores e escultores devem novamente chegar a conhecer e compreender a estrutura multiforme da construção em seu todo e em suas partes; só então suas obras estarão outra vez plenas de espírito arquitetônico que se perdeu na arte de salão.
As antigas escolas de arte foram incapazes de criar essa unidade, e como poderiam, visto ser a arte coisa que não se ensina? Elas devem voltar a ser oficinas. Esse mundo de desenhistas e artistas deve, por fim, tornar a orientar-se para a construção. Quando o jovem que sente amor pela atividade plástica começar como antigamente, pela aprendizagem de um ofício, o "artista" improdutivo não ficará condenado futuramente ao incompleto exercício da arte, uma vez que sua habilidade fica conservada para a atividade artesanal, onde pode prestar excelentes serviços.
Arquitetos, escultores, pintores, todos devemos retornar ao artesanato, pois não existe "arte por profissão". Não há nenhuma diferença essencial entre artista e artesão, o artista é uma elevação do artesão, a graça divina, em raros momentos de luz que estão além de sua vontade, faz florescer inconscientemente obras de arte, entretanto, a base do "saber fazer" é indispensável para todo artista. Aí se encontra a fonte de criação artística.
Formemos, portanto, uma nova corporação de artesãos, sem a arrogância exclusivista que criava um muro de orgulho entre artesãos e artistas. Desejemos, inventemos, criemos juntos a nova construção do futuro, que enfeixará tudo numa única forma: arquitetura, escultura e pintura que, feita por milhões de mãos de artesãos, se alçará um dia aos céus, como símbolo cristalino de uma nova fé vindoura.
Walter Gropius

19 de junho de 2011

Peremptório

18 de junho de 2011

Clareza

17 de junho de 2011

Cada um, cada um


Mas cada um não é cada um. Cada um são muitos por dentro. 
Fossem sempre cada um apenas um, daí eu me aquietava então.

16 de junho de 2011

Espera

Saber esperar sem desesperar é um talento que, sem dúvida, nos custa grandes esforços.

12 de junho de 2011

Estava Escrito

A gente não sabia disso assim, logo de cara. Éramos como notas de roda-pé, anotando a vida um do outro. Pontuais, breves, e, de certa forma, corriqueiros, apenas por delicadeza. O texto das nossas vidas, o script da tua vida e da minha, era bem outro: sério, concreto, com capítulos, sem lugar para figuras, sem lugar para desenhos nas margens, desses que as crianças fazem com lápis de cor e que eu faço até hoje nos meus livros. A gente apenas anotava a vida um do outro, observava, pontuava, mas não vivia. Enfim, je t'inventerai des mots insensés que tu comprendras.

5 de junho de 2011

Intuição

Há uma realidade ao menos que nós compreendemos todos por dentro, pela intuição, e não pela simples análise. É nossa própria pessoa, durando através do tempo. É nosso eu que dura. Nós podemos não simpatizar intelectualmente, ou antes, espiritualmente, com nenhuma outra coisa. Mas nós simpatizamos, seguramente, com nós mesmos. BERGSON, Henri. La pensée et Le mouvant, Presses Universitaires de France, Paris, 1950, 27ª. Ed., p. 182.