Escrevo por não ter nada a fazer no mundo: sobrei e não há lugar para mim na terra dos homens. Escrevo porque sou um desesperado e estou cansado, não suporto mais a rotina de me ser e se não fosse a sempre novidade que é escrever, eu me morreria simbolicamente todos os dias. Mas preparado estou para sair discretamente pela saída da porta dos fundos. Experimentei quase tudo, inclusive a paixão e o seu desespero. E agora só quereria ser o que eu tivesse sido e não fui.
LISPECTOR, Clarisse. A Hora da Estrela. Rio de Janeiro: Rocco, 1998, 1a. ed., p. 21
30 de outubro de 2011
25 de outubro de 2011
23 de outubro de 2011
A ver navios
20 de outubro de 2011
19 de outubro de 2011
18 de outubro de 2011
Decepção
É um desapontar-se, sim, só que mais fundo, e continuamente em movimento.
13 de outubro de 2011
12 de outubro de 2011
Ousadias
9 de outubro de 2011
Panoptismo

8 de outubro de 2011
7 de outubro de 2011
6 de outubro de 2011
5 de outubro de 2011
4 de outubro de 2011
2 de outubro de 2011
Vidraça

São Paulo, centro, refletido numa das vidraças do Teatro Municipal.
O real pode ter a fragilidade de um reflexo, mas nem por isso é menos consistente. Descobrir que a fotografia pode deixar-se moldar com a mesma passividade de um pincel, quando submisso a um tema surrealista, me encanta, porque consigo dar realidade ao que nunca esteve lá, mas que nem por isso deixa de estar, inserida a imagem em algum lugar do passado, da história da cidade, e (des)inserida do meu olhar que, desligado desse real que está por aí em toda parte, insiste em manter-se míope ao que é simplesmente óbvio.
1 de outubro de 2011
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