Porque se vai e se volta, mas nunca os mesmos que vão nem que retornam. Nunca é o mesmo lugar nem o mesmo segundo exatamente...
A não ser assim.
A não ser na fotografia.
Eternidades, etc.
A não ser assim.
A não ser na fotografia.
Eternidades, etc.
Sim.
Pois é.
Que inveja me dá.
Porque duvidar é fundamental.
Em que pese o lugar comum, insisto em escrever que o mundo está muito estranho. E, se não for o mundo, sou eu mesma que estou assim. De boa, porém. Loucura por loucura, a estranheza é um asilo, um refúgio para os desconcertantes e desconsertados. Sutilmente falando, é claro.
Paro e penso então que nada terão de rotineiros esses meus feijões. A um, que raramente integram meu cardápio, a dois, que estes não eram feijões comuns. Vieram de uma venda à beira da estrada, pois foram cultivados artesanalmente. Assim, penso que podem ser mágicos. Se forem, o pé vai crescer até depois das nuvens e quem subir pelo caule da gigantesca planta chegará ao tal castelo onde mora o gigante que é dono de um tesouro. Ah, sim, pois é a tal história dos feijões mágicos.
Então, quem sabe?
É tanta coisa pra dizer que é melhor calar.