Escrever é mágico, transformador. É difícil, porque as opções são abundantes e a dúvida, então, se faz onipresente. Que palavra usar? Que termos empregar? Que fazer quando as palavras escasseiam e os sentidos se multiplicam? Polissemias, sim; e, sempre, os silêncios. Se escrever é mágico, sempre haverá espaço para as invisibilidades, os não-ditos, o impensado que não se alinha, porque se entrelinha, à espera do bom entendedor: você.
20 de janeiro de 2025
O Bom Entendedor
16 de janeiro de 2025
Cada dia
Cada dia tem seu tempo, precioso tempo. Inestimável investimento que podemos despender com prodigalidade, quando adquirimos novas palavras, novas perspectivas, quando testamos novas receitas, descobrindo novos sabores, quando escrevemos o que nunca escrevêramos, definindo, desde agora, nosso passado como alguma coisa mais que perfeita.
13 de janeiro de 2025
Rentabilidade
Há dias que parecem render. Não que se tratem de rendimentos no sentido mais preciso da palavra. Ainda assim, rendimentos, porque me refiro ao tempo. Horas que uso para transformar tempo em bem-estar. Investir em pequenas, mas significativas, melhoras do meu entorno. Um minuto dedicado a caprichar um pouco mais no jantar, uma hora dedicada a aprofundar um pouco mais a superficialidade de um estudo. E até algum tempo para vir aqui e dizer isso para você.
5 de janeiro de 2025
Em Férias
Imagem: criada por IA a partir do texto.
17 de dezembro de 2024
Entre palavras & silêncios
Entre o dito e o não dito vai uma diferença que se projeta no tempo. Porque, caso dito, cabe argumentar com o clássico bem que eu te avisei; e, caso não dito, finge-se surpresa e argumenta-se com outro clássico do tipo eu jamais poderia imaginar. Enfim, sociabilidades e sensibilidades. Boa parte da construção social pauta-se em conversas, que têm ditos e não ditos, com certeza. Entre palavras e silêncios, constroem-se esses grandes vazios semânticos que soam muito alto, por conta do eco. Desde não sei precisamente quando, falar tornou-se um risco, porquanto passamos a ser responsáveis pelo sentido e pela interpretação dada pelo outro à nossa fala. Não raramente, há terceiros que, por alguma razão obscura, se inserem no contexto e reclamam. De certa forma, isso transtornou os discursos e abriu margem a comentários que se sobrepõem, palpiteiros e palpitantes. Ora é a cor do vestido, ora é o comprimento do cabelo, e isso para ficar na superficialidade. De fato, as sensibilidades mudaram, retiraram-se de certas zonas antes muito sensíveis, como aquela pautada pelos chamados bons costumes, para se concentrar na mais pura subjetividade.
Palavras e silêncios impactam. É preciso habilidade para navegar entre os espaços comunicativos, evitando mal-entendidos e buscando, quando possível, conexões reais e autênticas.
Imagem criada com IA
16 de dezembro de 2024
Impressão minha
Atenta aos silêncios, aguardo o chamado das vozes daqueles que me habitam. Na vento que move a cortina, no delicado passo do gato que, do telhado, espreita a cozinha, na dobradiça da porta que desafina em si, penso ouvir o chamado. Mas não. Foi só uma impressão minha.
10 de dezembro de 2024
Velhice
Imagem criada com IA
7 de dezembro de 2024
Egocentrismo
Sábado: noite com coca zero, sossego e minha agradável companhia.
1 de dezembro de 2024
22 de novembro de 2024
Inércia
Quanto tempo sem escrever. Semanas. Dias ocupados e noites insones. Horas lentas. O ar escasso, o corpo exausto. Opressão. E o tempo tão denso, compacto, pesado. Comigo, este meu eu que é alheio a tudo, consciente de si e de mim no vazio do outro. Na outra via, a expectativa. Experimentar a agonia do ar que se rarefaz e da exaustão que reduz a consciência ao limiar de um sono que não vem. O corpo entregue à inércia, impotente diante da gravidade. Os segundos são minutos e os minutos são horas. Ancoragem permanente no presente. Nos clarões de uma consciência que não é plena, memórias abruptas que me distraem por pouco tempo. Ao lado, os livros. Em frente, o relógio. Fatalidade. Conformidade. A seu modo, alívio afinal.



