Ele era desengonçado. Também não cheirava muito bem, mesmo quando, contrariado, tomava banho no tanque. Guloso, pensava em comida o tempo todo, assim como pensava em sair e passear. Gostava tanto de andar de automóvel que, se via um desconhecido qualquer abrir a porta do carro... entrava e sentava no banco da frente, esperando pelo passeio. Uma briga tirá-lo de dentro, desculpar-se. Enfim, era o Gordo. Amigo, carinhoso, incapaz de fazer o mal aos tais cerumanos.
Tanto tempo, Gordo, tanto tempo. Convivemos pouco, é verdade. Mas ele se lembrava de mim, festejava-me, chorava e uivava escandalosamente. Era uma festa. Gordo, que saudade de você! De seu amor desinteressado e puro. Gordo, nunca mais.
31 de dezembro de 2017
30 de dezembro de 2017
O Homem sem Qualidades
MUSIL, Robert. O homem sem qualidades. Trad. Lya Luft e Carlos Abbenseth. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1989, p. 11.
3 de dezembro de 2017
Gratuidade
Mexo nas coisas passadas, passo os olhos pelas imagens, acho um fragmento, instante tomado ao chão, aonde teimava em nascer uma planta, que insistia em florescer só para ser pisoteada com indiferença pela nossa pressa.
9 de setembro de 2017
7 de setembro de 2017
Caderno de Arte
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Genny Bleggi nasceu em Santana do Livramento, Rio Grande do
Sul, no dia 30 de maio de 1926. Hoje, aos 91 anos, continua explorando o mundo
da arte, das formas, das cores, da vida, enfim. Com imensa sensibilidade, Genny
coloca sua marca pessoal em tudo o que faz. Espanta-nos a fidelidade a um
estilo inconfundivelmente seu.
Explorando cores fortes distribuídas sobre um
espaço que ela maneja com facilidade e independência, Genny renova as formas
dos objetos que desenha. Nessa coleção, vão as imagens de um caderno desenhado com
lápis de cor, canetas hidrográficas e giz de cera.
Acesso em: Caderno de Arte
22 de agosto de 2017
14 de agosto de 2017
Quem se lembra
Em que memória restaria perdido o arquivo do que fui um dia, quando acreditava que era, que seria, que poderia?
Mas seria eu mesma?
Estranhamento. Mais nada.
Mas seria eu mesma?
Estranhamento. Mais nada.
13 de agosto de 2017
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