16 de julho de 2021

Sexta

 Sim, sexta. Faz frio e paz ao redor. Noite serena, suave. Na sala escura teu retrato domina o ambiente do alto. Busco o teu olhar, mas o escuro mal define as formas. Não importa. Na memória em que navega a saudade todos os detalhes são precisos.

15 de julho de 2021

Por assim dizer

Deu por hoje. Que o dia se vai e já está quase sextando, por assim dizer.

1 de julho de 2021

Memórias tristes

É que hoje me vieram lembranças. Nos áudios que me deixaste, como evocações, tantos detalhes. E a insidiosa maldade que, ao final, prevaleceu. Memórias tristes, escolhas fatais.

Sempre


 

28 de junho de 2021

Comigo mesma

 Daí pensei comigo mesma, ainda que não pudesse pensar senão comigo mesma, que este mundo aqui está é cheio de gente doida. 

7 de junho de 2021

Figurinha de Agenda


 É, sim. Figurinha de agenda. No diminutivo mesmo, para a gente pensar em perder tempo em dia útil, em plena segunda-feira, início de mês. 

Mas em dias que têm sido tão feios e tão faltos de melhores expectativas, pelo menos algum resquício de ingenuidade é possível fabricar, de propósito, com segundas e terceiras intenções.

Pense nisso, como um convite para perder tempo aqui, entre traças e ácaros que sempre infestam as minhas agendas, de folhas amassadas, escritas com pressa, para que sempre me sobre algum tempo para rabiscar e escrever bobagens como esta.



5 de junho de 2021

Bem assim


 Então, a gente passa muito tempo aperfeiçoando perspectivas e pontos de vista, reparando na incidência da luz sobre os objetos, projetando onde colocar corretamente as sombras, etc.. Aprende tudo sobre como dar profundidade ao desenho. Admira os clássicos. Copia-os. Estuda-os. Lê e relê os velhos e maravilhosos autores que nos ensinam a História como história da arte. Só para — depois de crescer (no meu caso nem tanto) e de envelhecer (inevitável) —recomeçar tudo outra vez, reaprendendo a desenhar e a pintar tal e qual se fazia quando criança. 

Porque é de verdade bem assim, do jeito que eu fiz, e não assado, como é quando se pinta pensando.

Não é o caso de pensar. E por isso tenho feito coisas distorcidas ultimamente. Se eu pensar, vou corrigir minha percepção, para pintar e desenhar o que conheço. Daí eu criar sem pensamento e concluir que estou em plena regressão. 

Pudera, alguém duvida dessa evolução às avessas? O feio definitivamente desbancou o belo, e só eu sei a trabalheira que dá esconder, sob mil disfarces, um pouco de beleza e de delicadeza nesses tropeços dos pinceis e dos lápis sobre a frágil superfície do papel.

Trégua

 Sábado de trégua na guerra contra o frio. Manhã preguiçosa. Coisas que ficarão por fazer.

3 de junho de 2021

Mas é real

O abstrato nasce do real. A gente é que teoriza e depois se apaixona pelas ideias. Afinal, elas são mesmo muito mais sedutoras. Não é por nada que ideias são a matriz de nossos ideais. E não é à toa que a maioria prefira sonhar a viver. Então, a propósito do título, sim, é real. Reflexo de prédios iluminados, brilhando à noite, refletidos na areia da praia banhada pelas águas do mar. Simples assim. 

A troco de quê? Ah. Tem dias que estou mais empírica. Preguiça de pensar mesmo.