Dr. P. MARRIN, La Beauté chez l’Homme et la Femme – Les Moyens de L’Acquérir et de L’Augmenter. Ernest Kolb, Éditeur. Paris, 189... A Beleza no Homem e na Mulher – meios de adquiri-la e aumentá-la. Não houve condições de determinar o ano desta primeira edição, mas, pela editora e pelas características da impressão, trata-se de obra publicada entre 1894 e, no máximo, 1901. Em Porto Alegre, foi vendida pela Livraria Joaquim Alves Leite, successores. Pertencia à biblioteca de um médico, já falecido, que clinicou em Porto Alegre. Chamava-se Dr. João Kern de Elissandro. Nesta obra, há um capítulo dedicado à boca eu o traduzi parcialmente há alguns anos, para que fosse usado em parte numa tese de doutorado sobre doenças da gengiva, como referência histórica a tratamentos empreendidos no passado. Agora está aqui e no Scribd. É muito curioso e interessante.
Além do mais, não encontrei nada na Web sobre quem teria sido este Dr. P. Marrin. Nunca encontrei outros livros dele além deste que possuo.
11 de fevereiro de 2011
Curiosidade
Se quiserdes bem preservar os dentes contra todos os acidentes, tanto oriundos de causas externas quanto internas, e tê-los belos, claros e saudáveis, dando ocasião à longa vida, guardai-vos de levar à boca coisas muito frias ou quentes, conquanto umas e outras ofendem os dentes; não comais carnes de fácil corrupção, nem duras e de difícil digestão. Não bebais também licor algum de não seja de boa qualidade, nem façais qualquer excesso que possa impedir a digestão. Evitai toda ocasião de vomitar, principalmente se a matéria do vômito for ácida. Não comais coisas viscosas nem muito doces; não rompais com os dentes qualquer coisa que seja dura; nem bebais vinho nem água fria ou congelada, assim como fazem muitos perante os calores do Oriente; nem, ao contrário, cozidos ou carnes muito quentes. A carne ou beberagem fria, não ingirais nem engulais antes, se tostados estiverdes pelo calor; nem, ao contrário, após o calor, algo que esteja frio. Se qualquer carne ou pasta introduzir-se entre vossos dentes, extraí-a de lá logo e docemente, sem qualquer violência, com uma palha ou pluma ou madeira de lentiscoe não com uma faca, ou aço, ou ferro, ou qualquer outra coisa que possa enferrujar. Depois de comerdes, lavai logo vossa boca com qualquer vinho quase rude ou austero, para impedir que reste alguma podridão, mesmo para confortar a parte. Quando comerdes, mastigai de ambos os lados, a fim de que um ajude o outro. Os figos, o açúcar e todas as outras coisas que têm a virtude de amolecer e derreter, como óleos, banhas e graxas, são contrários aos dentes. Não usais senão o mínimo que puderdes de coisas que sejam inimigas dos dentes, tais como alhos, tâmaras, rábanos, todas as coisas ácidas.”
A passagem acima é atribuída a Jean Liébaut, que escrevia no final do Século XVI, citado pelo Dr. P. MARRIN, La Beauté chez l’Homme et la Femme – Les Moyens de L’Acquérir et de L’Augmenter. Ernest Kolb, Éditeur. Paris, 189...
A passagem acima é atribuída a Jean Liébaut, que escrevia no final do Século XVI, citado pelo Dr. P. MARRIN, La Beauté chez l’Homme et la Femme – Les Moyens de L’Acquérir et de L’Augmenter. Ernest Kolb, Éditeur. Paris, 189...
6 de fevereiro de 2011
Tempo

Que coisa tão preciosa é o tempo! Ele é o próprio tecido da vida. Dispor do tempo alheio inutilmente deveria ser uma ação criminalizada e punida com uma pena exemplar, que consistisse em devolver em dobro cada segundo tirado aos outros com essas inutilidades, com essas imbecilidades, com essas conversas pueris e repetitivas, com essas verdadeiras extorsões que sequestram nossa presença, nossa atenção, nossa simpatia, nossa santa paciência, nossa palavra, nosso tempo, enfim. Tolerância? Sim, mas até que ponto?
23 de janeiro de 2011
Bertrand
Se uma opinião contrária à sua faz com que você fique zangado, isso constitui um sinal de que você está subconscientemente certo de não ter uma boa razão para pensar como pensa. Se alguém afirma que dois e dois são cinco, ou que a Islândia se acha situada no Equador, você, em lugar de raiva, terá pena de tal pessoa, a menos que você saiba tão pouco a respeito de aritmética ou geografia que tal opinião abale a sua própria convicção contrária. As controvérsias mais violentas são as que se verificam em torno de assuntos em que não há, em nenhum dos lados, qualquer boa evidência. Emprega-se a perseguição na teologia, mas não na aritmética, porque na aritmética há conhecimento, enquanto na teologia existe apenas opinião. Assim, sempre que você vir que está ficando zangado devido a uma divergência de opinião, mantenha-se em guarda; você provavelmente verificará, por meio de exame, que aquilo que você acredita está indo além do que a evidência justifica.
RUSSELL, Bertrand. Ensaios impopulares, Companhia Editora Nacional, São Paulo, 1956, p. 133.
RUSSELL, Bertrand. Ensaios impopulares, Companhia Editora Nacional, São Paulo, 1956, p. 133.
22 de janeiro de 2011
Gênio Coletivo
A propósito desta expressão — “gênio coletivo” — empregada por Ferri, cumpre registrar que Gabriel Tarde a rejeita, apesar de muito empregada no seu tempo. Diz ele: “Não é mais permitido, por conseguinte, entender esta expressão da qual tanto se abusa, o gênio de um povo ou de uma raça, e também o gênio de uma língua, o gênio de uma religião, como o entendiam alguns de nossos antecessores, Renan e Taine ainda. A esses gênios coletivos, entidades ou ídolos metafísicos, empresta-se uma originalidade imaginária, aliás, muito mal definida...” TARDE, Gabriel. Les lois sociales. Esquisse d’une sociologie. Alcan, 1898. Edição eletrônica foi realizada por Jean-Marie Tremblay, professor de sociologia emCégep, Chicoutimi. Do Quadro da Coleção: "Les classiques des sciences sociales"
http://www.uqac.uquebec.ca/zone30/Classiques_des_sciences_sociales/index.html.
http://www.uqac.uquebec.ca/zone30/Classiques_des_sciences_sociales/index.html.
20 de janeiro de 2011
Panóptica
Hostis a toda opacidade social, as democracias liberais deram-se um ideal de “transparência” que só pode se realizar através de um esquadrinhamento social. A sociedade transforma-se então em um bunker protegido por insígnias, códigos de acesso, câmeras de vigilância. A multiplicação dos espaços privativos, sempre para fins de segurança, subtrai-os ao fluxo social e termina por fazer desaparecer a propria noção de espaço comum que é aquele da cidadania. Assim surge uma Panóptica, de outro modo tão terrível quanto aquela prevista por Jeremy Bentham, mas cuja função é a mesma: ver tudo,entender tudo, controlar tudo.Alain de Benoist
18 de janeiro de 2011
E por falar em mulheres
Foi necessário que a inteligência do homem se achasse obscurecida pelo amor, para que chamasse belo a esse sexo de pequena estatura, ombros estreitos, ancas largas e pernas curtas; toda sua beleza de fato reside no instinto do amor. Em lugar de denominar belo, teria sido mais justo denominando-o inestético. As mulheres não tem nem o sentimento nem a inteligência da música, mais que o da poesia, ou a das artes plásticas; fingem-no por pura imitação, puro pretexto, para afetação explorada pelo desejo de agradarem. São incapazes de tomar uma parte desinteressada seja em que for e pela seguinte razão: o homem, em todas as coisas, esforça-se por dominar diretamente ou em inteligência ou pela força; a mulher, pelo contrário, acha-se sempre e em toda parte reduzida a um domínio absolutamente indireto, isto é, o seu poder vem-lhe do homem, e é sobre ele só que ela exerce uma influência imediata. Portanto, a natureza leva as mulheres a procurar em todas as coisas um meio de conquistar o homem, e o interesse que parecem tomar pelas coisas exteriores é sempre um fingimento, uma sutileza, isto é, pura garridice e pura imitação. Disse-o Rousseau: As mulheres em geral não apreciam arte alguma, não as conhecem e não têm talento nenhum.
SCHOPENHAUER, Arthur. As dores do mundo. Ed. Livraria H. Antures, Rio de Janeiro, 1931, p. 90.
SCHOPENHAUER, Arthur. As dores do mundo. Ed. Livraria H. Antures, Rio de Janeiro, 1931, p. 90.
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