Mostrando postagens com marcador Arte. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Arte. Mostrar todas as postagens

7 de setembro de 2017

Caderno de Arte


Genny Bleggi nasceu em Santana do Livramento, Rio Grande do Sul, no dia 30 de maio de 1926.  Hoje, aos 91 anos, continua explorando o mundo da arte, das formas, das cores, da vida, enfim. Com imensa sensibilidade, Genny coloca sua marca pessoal em tudo o que faz. Espanta-nos a fidelidade a um estilo inconfundivelmente seu. 
Explorando cores fortes distribuídas sobre um espaço que ela maneja com facilidade e independência, Genny renova as formas dos objetos que desenha. Nessa coleção, vão as imagens de um caderno desenhado com lápis de cor, canetas hidrográficas e giz de cera.
Acesso em: Caderno de Arte

20 de novembro de 2011

E quando as minhas asas

ficarem prontas, e fortes, e coloridas e poderosas,
então, quando as minhas asas enfim...
sem ponto algum...
que não haverá mais pontos nem maiúsculas

mas só infinitas reticências...

26 de fevereiro de 2011

Pesadelo


O Pesadelo de Henry Fuseli. Obra do século XVIII.

21 de novembro de 2010

A noite acompanhada dos gênios do amor e do estudo




Este quadro, A Noite Acompanhada dos Gênios do Amor e do Estudo, de Pedro Américo, está entre os mais fascinantes que já vi até hoje. Com 2m60 x 1m95, data de 1883, impressiona pela composição e pelos detalhes.
Pedro Américo foi genial em tudo o que pintou. É dele a famosa tela O Grito do Ipiranga, vale lembrar. Contudo, a história sagrada inspirava-lhe mais que qualquer outro tema. Em 1864,  escrevendo a Vítor Meireles, ele assim se exprimiu: "Minha natureza é outra. Não creio dobrar-me com facilidade às exigências passageiras dos costumes de cada época, que também são uma das fontes em que um talento como o seu pode achar pérolas. A minha paixão, só a história sagrada a sacia." [Enc. Koogan-Houais]

15 de novembro de 2009

Tédio


Entediar-se é fazer-se presente para si e ausentar-se dos outros. É o aprendizado do silêncio, da palavra engolida, da língua travada. No tédio, temos a nós mesmos, num tempo que se emprega na descoberta de fundos e de formas capazes de abrigar as nossas criações.

13 de setembro de 2009

Livro de Arte Virtual

Recentemente fotografei alguns quadros que pintei há quase vinte anos. Estavam todos amontoados num canto e prontos para o lixo. Fotografei tudo. Olhando as fotos, porém, tive esta idéia de criar um tipo de livro de arte virtual, onde eu pudesse também anotar as lembranças associadas a esses estudos, tantos anos depois.
Originalidade?
Ah, desculpem, mas isso fica para as Bienais! Pra mim, o Clássico sempre estará na vanguarda, em que pese eu já tenha criado, sim, as minhas abstrações também.
Aqui nesta publicação vai só o meu profundo sentimento de gratidão para com alguns de meus Mestres da Pintura, os gênios que me ensinaram a ver o que são cores, como se compõem um quadro e com qual tempero se olha o mundo, fixando suas imagens que só mesmo nós podemos imaginar, lá no fundo da mente e do coração.
Hoje uso mais a câmera que ganhei de presente que os meus velhos os pincéis, tintas e telas. Quem sabe um dia eu volte a pintar... Seja como for, fotografo coisas com esse mesmo olhar aprendido deles, os meus Mestres, imaginários talvez, imaginados sempre, mas jamais esquecidos ou abandonados.
Quem quiser ver, o resultado está aí ao lado, nas "Minhas Coisas", com o nome de Imagens Imaginadas. Minhas Pinturas I. Dois arquivos com orientações diferentes: texto e paisagem. Perdeu um pouco de configuração, mas acho que dá para visualizar razoavelmente bem o material.

9 de setembro de 2009

O Olhar

Detestava este quadro, um estudo de Manet. Tirei de diante de meus olhos logo depois que o óleo secou o bastante para que ficasse longe. Agora, anos depois, mexo novamente em alguns trabalhos e, estranhamente, algo me faz gostar desse olhar incerto, que expressa uma decepção profunda, uma desilusão, um estranhamento.

16 de agosto de 2009

Saudade

Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença. Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda. Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida.
Clarice Lispector

17 de maio de 2009

Bosch


Jeroen van Aeken, dito Hieronymus Bosch, — maravilhoso mestre da pintura que antecipou o surrealismo em séculos, — nasceu de uma família tradicional de pintores, imagina-se que por volta de 1450, na Bélgica. Não se sabe muito sobre ele, mas consta que foi membro da Confraria de Nossa Senhora, — isso entre 1486 a 1516, ano de sua morte, — espécie de congregação ortodoxa que, além de atividades culturais e filantrópicas, mantinha uma companhia teatral e uma orquestra. A vida desse gênio se passa justamente entre o fim da Idade Média e o princípio de um Renascimento que surgia poderosamente, o que explica as heresias, os desvios doutrinais e a crueza de certas cenas que encontramos na pintura de Bosch. Morreu gozando de fama e excelente reputação, foi honrado com memoráveis pompas e com o título de Insigne Pintor. Nunca me canso de olhar seus quadros, onde me perco observando os detalhes. Gosto de me distrair ainda executando cortes nas imagens virtuais, para destacar algumas cenas absolutamente tão belas quanto bizarras. Bosch me faz mergulhar no imaginário.

20 de março de 2009

Triunfo de Vênus

Este quadro chama-se Alegoria do Triunfo de Vênus e deve ter sido pintado por volta de 1540-5. Seu autor é Ângelo Bronzino. A obra pertence à National Gallery. Cada detalhe foi pintado com extremo cuidado, e não é incomum encontrarmos esses mesmos detalhes mostrados sem referência ao todo original, assim como ocorre muito comumente com o Ciúme, que aparece ao fundo, à esquerda, também identificado por alguns como o Arrependimento.
A mulher que domina a cena é Vênus, a deusa do amor, que beija cupido, seu filho, com lascívia, figurando o Incesto, tolerado entre os deuses e condenando entre os homens. Ela segura uma maçã, fruto que aqui representa o pomo da discórdia. Cupido corresponde ao beijo e toca o peito da mãe, passando de filho a amante. A figura do menino que espalha pétalas de rosas com ambas as mãos, parecendo dirigir-se ao casal, é uma personificação da Loucura. Observem que no tornozelo da criança há uma cascavel com a qual ela parece não se importar. Atrás deste menino-loucura, aparece uma linda menina com corpo de cobra e escorpião. Ela oferece um favo de mel, ao mesmo tempo em que esconde um ferrão. Esta linda menina representa o Engano. O Tempo aparece afastando a cortina que expõe a cena. O Esquecimento também aparece, faltando a parte de cima da cabeça, em disputa com o Tempo por causa da cortina. Pensam alguns que isso poderia significar o efeito retardado da sífilis que naquela época estava se espalhando. Daí a figura do ciúme também, neste quadro, ser identificada com a sífilis. Seja como for, o quadro é uma impressionante alegoria. A imagem que consegui para esta postagem está em alta resolução e pode ser ampliada com um clique do mouse.

11 de janeiro de 2009

Erínias

Esta é uma gravura de Doré. Das famosas ilustrações feitas por este artista à obra de Dante, A Divina Comédia. As Erínias puniam os mortais. Representavam a vingança. Seus nomes eram Tisífone, o castigo, a que gerava a culpa e o remorso nos traidores e nos assassinos. Havia também Megera, inspiradora do rancor, ela punia a inveja, a cobiça e o ciúme. Alecto, a implacável, punia a cólera, a ira e a soberba. Elas tinham sua morada no inferno e era sua tarefa torturar os pecadores. Nasceram do sangue que resultou da castração de Cronos. Também chamadas filhas da noite e conhecidas como as Fúrias. Representam forças primitivas vingadoras dos crimes, convocadas pelas maldiçoes lançadas por quem clama por vingança. Nesse sentido, são implacáveis, ainda que não deixem de representar uma espécie de justiça. Nada pode abrandá-las. E, sobretudo, testemunham o poder criativo da imaginação dos homens, infinitamente mais fértil que a razão.