Quinta-feira, 9 de dezembro de 2004 14:35
Psicologia Social tá difícil...
Meu Querido!
....Ah! Nem o Prof. Jean-Marie consegue "Tardes" facilmente. A Criminalidade que está lá, por sinal, é minha. Aqui na Biblioteca Pública proíbem xerox, quando não dão o livro por desaparecido. Além disso, sábados e domingos, a Biblioteca fecha. Teu carinho me encanta. porque me fazes sentir à vontade naquela minha oitava mais alta, aquele estado de espírito que eu sempre silencio e abafo, meio culpada. Só não fica esperando de mim um trabalho show. Sou assistemática e não acredito em métodos. Desenvolver alguma coisa com começo, meio e fim, em moldes predeterminados até faço, mas é torturante; fazer uso de uma linguagem tipo cult, então... O mais gostoso em Tarde é que ele interrompe um parágrafo e viaja por três... a seqüência está lá adiante. Ora, quem procura, não acha! — Lembra: o mais gostoso em ti e no teu discriminacionismo é teres sido coloquial. Tu conversas, não sentencias. — Minha maneira de saber e descobrir é à-toa, a maior vagabundagem. Recolho tralhas por toda parte, sem me preocupar se aquilo vai ou não assumir um aspecto funcional, não sei forçar. Já cansei de abrir um livro ao acaso e... serendipity! Ostento um formalismo, até visual, quase rigoroso, é verdade. Sou muito educada, escrupulosa, mas é pura piada, porque detesto gente afetada, mais ainda o saber afetado. Por outro lado, nutro um profundo desprezo por quem se deslumbra com sucesso. São os novos sábios que coloco ao lado dos novos ricos... É lisonjeiro que tu gostes desta minha porção virtual, profundamente lisonjeiro. Talvez seja mesmo verdadeiro que eu saiba bastante sobre psicologia social, porque li Siguelle, Tarde, Le Bon, sem suportar Spencer. Li porque quis. Não precisava. O detalhe é que, se eu formular meu conhecimento, ele congela. Daí eu haver te falado nos hiperlinks. Eu tenho peças de um quebra-cabeça, um monte de chaves que abrem portas, mas não estou nem aí para exibi-las ou organizá-las. Meu saber não é puro! Seria um estelionato cultural avalizar uma diletante desviada! Só há um motivo válido para eu tentar uma viagem dessas. Ah! O que uma mulher não faz por um homem charmoso? Mesmo que eu consiga a psicologia social, só vou ler se o texto me seduzir, mas sem pretensões utilitárias. Pelas minhas próprias circunstâncias pessoais, já sou muito certinha, sem reclamar. Mas meu lado criativo é transgressor e é rebelde, nem que seja só no papel em branco.
Vou correr atrás das contas hoje.
Bj!
28 de dezembro de 2009
Triste? Abatido? Nervoso?

Adoro esses almanaques antigos, especialmente quando examino a redação e o estilo dos textos publicitários, que me parecem encantadores em sua simplicidade. Eles traduzem um modo de vida, uma sociedade crédula, apegada a tradições, prosaica em sua maneira de ver a vida, mas, sem dúvida, sincera em suas intenções.
Um clic na imagem e ela abre com melhor resolução.
Superstição
Um homem nunca é completamente miserável quando ele é supersticioso. Uma superstição é freqüentemente uma esperança.
Balzac. La peau de chagrin, Garnier, 1950, pg. 153.
13 de dezembro de 2009
2 de dezembro de 2009
23 de novembro de 2009
Lacenaire, assassino, poeta e escritor.
“Que advirá ao jovem compelido a essa miserável sociedade, aquela das prisões? Pela primeira vez, ouvirá ressoar, em seus ouvidos, a longa barbárie dos Cartouche e dos Poulailler, a ignóbil gíria. Infeliz desse jovem, se não se puser, imediatamente, a seu nível, se não adotar seus princípios e sua linguagem. Seria declarado indigno de estar ao lado de seus ‘amigos’! Suas reclamações não seriam ouvidas pelos próprios guardas que se inclinam sempre a proteger os chefes. O jovem não obteria outro resultado senão o de excitar contra si a cólera do carcereiro que é, de hábito, um antigo forçado. Em meio a essa vergonha, a esse cinismo de gestos e palavras, o infeliz enrubesce com o resto de pudor e de inocência que tinha ao entrar. Arrepende-se de não haver sido tão criminoso quanto seus confrades. Ele teme seus brocardos, seu desprezo, e isso explica a razão pela qual certos forçados se acham melhor aí do que no seio da sociedade onde não recolheriam senão desdém. Quem, pois, consentiria em viver desprezado? Assim o jovem toma como exemplo esses bons modelos... Em dois ou três dias chegará a falar sua língua e, então, não será mais um pobre simplório: os amigos poderão apertar-lhe a mão sem medo de se comprometer. Observe-se bem que não é senão aí que aparece a glória por parte desse rapaz que enrubescia ao passar por noviço. A mudança operou-se na forma mais que no fundo. Dois ou três dias passados nessa cloaca não poderão pervertê-lo inteiramente, mas tranqüilizem-se: o primeiro passo foi dado e ele não ficará no meio do caminho”.
O texto é de autoria de Pierre François Lacenaire (1800-1836) que foi poeta e também um famoso assassino. A citação aparece em LOMBROSO, César. O Homem Delinqüente, Ricardo Lenz Editor, Porto Alegre, 2001, Cap. XII, dedicado à Literatura dos Criminosos, pág. 492.
O texto é de autoria de Pierre François Lacenaire (1800-1836) que foi poeta e também um famoso assassino. A citação aparece em LOMBROSO, César. O Homem Delinqüente, Ricardo Lenz Editor, Porto Alegre, 2001, Cap. XII, dedicado à Literatura dos Criminosos, pág. 492.
15 de novembro de 2009
Tédio

Entediar-se é fazer-se presente para si e ausentar-se dos outros. É o aprendizado do silêncio, da palavra engolida, da língua travada. No tédio, temos a nós mesmos, num tempo que se emprega na descoberta de fundos e de formas capazes de abrigar as nossas criações.
5 de novembro de 2009
2 de novembro de 2009
Lindas Revistas
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