7 de janeiro de 2010

Vícios & Virtudes

Contra o vício de pedir há a virtude de não dar.

6 de janeiro de 2010

Moral da História

Para convencer, basta falar ao espírito; para persuadir, é preciso chegar ao coração.
D'Aguessau

Do risco de ser demasiado doce...

Quis se fazer mel, comeram-lhe as moscas.

4 de janeiro de 2010

Em Seleçoes, novembro de 1968

AS CARTAS XXVI


Depois das últimas cartas de 1924, o Ano Novo começa para Francisco e Maria. O cartão é significativo, pois contém poucas palavras, de certa forma, frias, considerada a intensidade do romance que já existia entre os dois. Na mesma caixa, encontrei também esta entrada para um recital aprazado para 05 de janeiro de 1925.
Quem frequenta este blog deve ter visto que, aproveitando os feriados, eu compilei as postagens referentes às cartas de 1923 a 1924. Fica mais fácil para quem acompanha. Há muitas cartas ainda na caixa que guardo comigo, separadas agora aquelas de 1925 e algumas sem data que também vou mostrar. A sensação que tenho ao mexer nesses papéis é muita intensa, pois é impossível não perceber a imensa carga emocional de que essas cartas dão testemunho.

3 de janeiro de 2010

Esperança

Quem espera desespera.

Tempo

Os anos não fazem sábios. Fazem velhos.

Reclames de Antigamente

Essas profundas nulidades...


"Não se encontram muitos homens, cuja profunda nulidade é um segredo para a maior parte das pessoas que os conhecem? Uma posição elevada, um nascimento ilustre, atribuiçoes importantes, certo verniz de polidez, grande reserva no procedimento ou o prestígio da fortuna são para eles como guardas que impedem os críticos de penetrar na sua existência íntima. Essa gente parece-se com os reis, cuja verdadeira estrutura, caráter e costumes nunca podem ser bem conhecidos, nem justamente apreciados, porque são vistos de muito longe ou de muito perto. Essas personagens de merecimento fictício interrogam em vez de falar, possuem a arte de dispor os outros em cena, fazê-los mover com destreza, cada um segundo as suas paixões ou os seus interesses, e zombam assim de homens que lhe são realmente superiores, fazem deles uns fantoches e julgam-nos pequenos porque os rebaixam até suas pessoas. Obtêm então o triunfo natural de um pensamento mesquinho, porém fixo, sobre a mobilidade dos grandes pensamentos. De sorte que, para apreciar esses cérebros ocos, e pesar-lhe o valor negativo, o observador deve possuir um espírito mais sutil do que superior, mas paciência do que alcance de vista, mais finura e tato do que elevação e grandeza de idéias. Não obstante, por maior habilidade que empreguem esses usurpadores em defender os seus pontos fracos, é-lhes bem difícil enganar as esposas, as mães, os filhos ou os amigos da casa. Esses, porém, guardam quase sempre o segredo sobre um assunto que, de algum modo, toca à honra comum; e muitas vezes até os ajudam a imporem-se à sociedade."
Balzac, p. 41/42.