21 de abril de 2009
Gustave Le Bon (1841-1931)

Definitivamente o simpático Dr. Le Bon que aparece aí na foto, na atualidade, passa por reacionário e decadente, o que não impede em nada que, pelo menos eu e alguns outros raros fãs, apreciemos sinceramente a sua irreverência e franqueza. Oficial da Legião de Honra, ele alcançou pleno sucesso no domínio da psicologia social. Dizem que influenciou grandes ditadores, mas isso não parece provado. Sou uma catadora de suas obras, embora existam arquivos digitais de todas elas disponíveis na internet. Seja como for, nada substitui o papel. É dele a célebre frase, tão óbvia quanto brilhante, que afirma que crer não é saber. E não é mesmo. Aliás, tem outra dele : para agir não é preciso saber. Le Bon é assim : escreve com força, sem rodeios e sem aquele hermetismo tedioso dos acadêmicos que a pós-modernidade produz com rara obstinação.
Estritamente falando...
ORTEGA Y GASSET, José. Estudos sbre o amor, Livro Ibero-Americano Ltda, Rio de Janeiro, 1960.
Estritamente falando, não há ninguém que veja as coisas em sua nua realidade. O dia que isto aconteça será o último dia do mundo, a jornada da grande revelação. No entanto, consideramos adequada a percepção do real que, em meio à sua névoa fantástica, nos deixa prender, quem sabe, o esqueleto do mundo em suas grandes linhas tectônicas. Muitos, a maioria, não chegam nem a isso: vivem de palavras e sugestões; avançam pela existência sonambulicamente, trotando dentro de seu delírio. O que chamamos de gênio não é senão o poder magnífico que alguns homens têm de distender um pouco esta névoa imaginativa e descobrir, por seu intermédio, tiritando de puro nu, um novo pedaço autêntico de realidade (pg. 95).
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O "namoro" é, antes de tudo, um fenômeno da atenção (pg. 100).
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Onde queira que a "namorada" esteja, qualquer que seja sua aparente ocupação, sua atenção gravitará pelo próprio peso para aquele homem. E, vice-versa, custar-lhe-á uma grande violência tirá-la um momento dessa direção e orientá-la para as urgências da vida. Santo Agostinho viu sagazmente esse ponderar espontâneo para um objeto que é característico do amor. Amor meus, pondus meum: ilo feror, quocumque feror: meu amor é meu peso: por ele vou a toda parte que vou (pg. 103).
20 de abril de 2009
19 de abril de 2009
14 de abril de 2009
Mais de Lombroso
Surpresa com o retorno, resolvi disponibilizar agora o prefácio da obra O HOMEM DELINQUENTE. Integral e com notas, para quem quiser, aqui no blog, ali nas Minhas Coisas.É só baixar do Scribd.
12 de abril de 2009
10 de abril de 2009
O Livro que Mudou o Direito Penal
Existem pessoas que nascem predestinadas ao crime?
E esses indivíduos, trariam eles estigmas denunciadores dessa condição, de forma a nos permitir descobri-los entre as pessoas ditas honestas?
Existe o criminoso nato?
Pode-se reconhecê-lo mesmo antes que pratique seus crimes?
O Homem Delinquente, o livro de Lombroso que mudou o Direito Penal, tem lá a sua história. Notas sobre isso estão agora aqui no Blog, lá nas Minhas Coisas. É só baixar do Scribd.
E esses indivíduos, trariam eles estigmas denunciadores dessa condição, de forma a nos permitir descobri-los entre as pessoas ditas honestas?
Existe o criminoso nato?
Pode-se reconhecê-lo mesmo antes que pratique seus crimes?
O Homem Delinquente, o livro de Lombroso que mudou o Direito Penal, tem lá a sua história. Notas sobre isso estão agora aqui no Blog, lá nas Minhas Coisas. É só baixar do Scribd.
Assim Falava Zaratustra

Torna-te aquilo que és!
Não se deve querer ser o médico dos incuráveis.
De tudo o que está escrito, não leio senão o que alguém escreve com seu sangue. Escreve com teu sangue: e verás que o sangue é espírito.
Desconfia dos bons e dos justos. Eles gostam de crucificar aqueles que inventam sua própria virtude. Eles odeiam o solitário.
A certos homens tu não deves dar a mão, mas somente a pata: e eu quero que a tua pata tenha também garras.
Não se deve querer ser o médico dos incuráveis.
De tudo o que está escrito, não leio senão o que alguém escreve com seu sangue. Escreve com teu sangue: e verás que o sangue é espírito.
Desconfia dos bons e dos justos. Eles gostam de crucificar aqueles que inventam sua própria virtude. Eles odeiam o solitário.
A certos homens tu não deves dar a mão, mas somente a pata: e eu quero que a tua pata tenha também garras.
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