22 de janeiro de 2020

Do sincretismo religioso

Ah! Quem vai "separar" adequadamente as teologias? Sincretiza-se tudo. De Aparecidas a Iemanjás. Não há mais tempo para investir na ortodoxia dos entendimentos. A moda é "pegar no ar". Os "já entendi" se repetem em toda parte, e todos os gatos, enfim, vão parar exatamente no mesmo saco.
Bobagem tentar explicar que uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. Bobagem. Afinal, sincretismo é pop, não é?



19 de janeiro de 2020

Com profundidade


Ah, sim, acadêmicos.
No supermercado o método empregado para fazer compras será o exploratório e, após, o comparativo.
Explico, aliás, desenho, que isso é para ironizar, ok?

RECLAMES DE ANTIGAMENTE

O Exemplo. Jornal do Povo. Porto Alegre, 26 dez 1920, nº 50.

18 de janeiro de 2020

Da vida

Que a vida não é nítida. Sabe-se tão pouco dos percursos vindouros quanto opacas são as trilhas percorridas. Então, adivinha-me. Porque não me explico nem a mim mesma. Melhor ainda que me adivinhar, diria: inventa-me. Tão melhor ser espaço vazio onde toda imaginação é pouca, toda transparência é enganosa, todo paradoxo é coerente com esse real que fabrico com tão pouco: nada além de lápis e papel. Um pouco de cor. O resto é rascunho. Como a vida.

15 de janeiro de 2020

Pãezinhos Bentos

E não é transbordavam do cesto, bem assim, como aparecem na foto?
Verdade. Bem assim os pãezinhos bentos distribuídos na paróquia. Encantam pela delicadeza assim como pela força mágica que nos sugere algo que é bento, logo, bendito,ungido, sacralizado. 
Do sagrado e do profano vive o homem, bicho com pretensões a uma sacralidade que nos desnaturalize ao preço da angústia. Afinal, quem sabe, Freud não tinha mesmo toda razão? 

12 de janeiro de 2020

Então...

Sartre estaria certo ao nos ver como desvendantes e inessenciais? 
Se por isso compreendeu que damos significado ao mundo, quando o desvendamos em nossa subjetividade, sim. 
E por nossa inessencialidade, diria que nos pensou como dispensáveis no cenário. 
Areia, céus e montanhas permaneceriam não obstante desaparecêssemos, absorvidos pelo fundo azul ou sugados pelos borrões de tinta.

11 de janeiro de 2020

Porque o belo já é quase banal

Bernardo Strozi, Vanitas, 1630, Moscou, Museu Púchkin.
ECO, Umberto (org). História da Feiura. Rio de Janeiro: Record, 2017.

5 de janeiro de 2020

Provisória & Improvisada

Para começar 2020 om cores e riscos, mais um blog para salvar algumas coisas que, feitas de improviso, rabiscadas à margem de uma folha, esboçadas no canto dos cadernos não se salvam do descarte. Então, passe lá se quiser. PROVISÓRIA & IMPROVISADA: porque, definitivamente, não me dei por pronta ainda e vivo improvisando novas maneiras de levar a vida. Planejamento é uma chatice. 

Rascunho

Ouço, assustada, que se deve saber de si. Seguramente não sei muito de mim. Ainda tenho dimensões secretas, quartos fechados, cantos escuros, janelas a abrir, portas a fechar também. Saber de si? Há quem pense que se sabe. Eu não me sei tanto assim. Falo por mim, naturalmente. Apesar de saber que a maioria pensa que se sabe. Antes não saber. Ainda tenho reações que não me explico. E não há dia que não consiga projetar novos olhares sobre as coisas, mesmo as já conhecidas. E depois, quem disse que rosas não nascem de um rascunho qualquer?