Imagem: criada por IA a partir do texto.
5 de janeiro de 2025
Em Férias
17 de dezembro de 2024
Entre palavras & silêncios
Entre o dito e o não dito vai uma diferença que se projeta no tempo. Porque, caso dito, cabe argumentar com o clássico bem que eu te avisei; e, caso não dito, finge-se surpresa e argumenta-se com outro clássico do tipo eu jamais poderia imaginar. Enfim, sociabilidades e sensibilidades. Boa parte da construção social pauta-se em conversas, que têm ditos e não ditos, com certeza. Entre palavras e silêncios, constroem-se esses grandes vazios semânticos que soam muito alto, por conta do eco. Desde não sei precisamente quando, falar tornou-se um risco, porquanto passamos a ser responsáveis pelo sentido e pela interpretação dada pelo outro à nossa fala. Não raramente, há terceiros que, por alguma razão obscura, se inserem no contexto e reclamam. De certa forma, isso transtornou os discursos e abriu margem a comentários que se sobrepõem, palpiteiros e palpitantes. Ora é a cor do vestido, ora é o comprimento do cabelo, e isso para ficar na superficialidade. De fato, as sensibilidades mudaram, retiraram-se de certas zonas antes muito sensíveis, como aquela pautada pelos chamados bons costumes, para se concentrar na mais pura subjetividade.
Palavras e silêncios impactam. É preciso habilidade para navegar entre os espaços comunicativos, evitando mal-entendidos e buscando, quando possível, conexões reais e autênticas.
Imagem criada com IA
16 de dezembro de 2024
Impressão minha
Atenta aos silêncios, aguardo o chamado das vozes daqueles que me habitam. Na vento que move a cortina, no delicado passo do gato que, do telhado, espreita a cozinha, na dobradiça da porta que desafina em si, penso ouvir o chamado. Mas não. Foi só uma impressão minha.
10 de dezembro de 2024
Velhice
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7 de dezembro de 2024
Egocentrismo
Sábado: noite com coca zero, sossego e minha agradável companhia.
1 de dezembro de 2024
22 de novembro de 2024
Inércia
Quanto tempo sem escrever. Semanas. Dias ocupados e noites insones. Horas lentas. O ar escasso, o corpo exausto. Opressão. E o tempo tão denso, compacto, pesado. Comigo, este meu eu que é alheio a tudo, consciente de si e de mim no vazio do outro. Na outra via, a expectativa. Experimentar a agonia do ar que se rarefaz e da exaustão que reduz a consciência ao limiar de um sono que não vem. O corpo entregue à inércia, impotente diante da gravidade. Os segundos são minutos e os minutos são horas. Ancoragem permanente no presente. Nos clarões de uma consciência que não é plena, memórias abruptas que me distraem por pouco tempo. Ao lado, os livros. Em frente, o relógio. Fatalidade. Conformidade. A seu modo, alívio afinal.
20 de outubro de 2024
É punk, ora!
17 de outubro de 2024
Espera
Não há muito o que dizer. Talvez haja, mas não aqui, não agora, não desse jeito. Para dizer é preciso minimamente compreender e eu não quero disso uma compreensão verbal, gramatical, linguística. Talvez... talvez uma compreensão gráfica. Por que não Vermeer por mim mesma? A mulher que espia pela janela. A mulher jovem com um jarro d'água. Na domesticidade da cena, me coloco do outro lado e imagino por que ou por quem ela espera. Não sei. Mas é quase certo que ela espera. E você?






