6 de junho de 2024

Entre Sábias e Bruxas: : Reflexões sobre a Complexidade da Experiência Feminina

O livro Entre Sábias e Bruxas: : Reflexões sobre a Complexidade da Experiência Feminina reúne sete crônicas inspiradas no universo feminino, uma experiência que exige tanto sabedoria e prudência quanto ousadia e atrevimento. Em pauta, um passeio pela efervescência das músicas inspiradas por tipos femininos que se tornaram imortais, o relacionamento abusivo que marcou para sempre a vida de Dona Maria, a coragem de Lote, o desprezo inspirado pelas mulheres feias, a dissimulação e duplicidade das sonsas, a dimensão mística que habita e anima a feminilidade em seu nível mais básico, a visita inesperada da morte e, finalmente, a cumplicidade e confiança que abrem portas a confidências e confissões. Com exceção das duas últimas crônicas, ambas inéditas, as outras cinco foram publicadas na Revista Vida Brasil entre 2012 e 2017.
A crônica "Mulheres Cantadas" (2012) convida o leitor para parar e pensar. Afinal, como a mulher tem sido descrita na música popular desde a década de 1920 até o início do século XXI? Do pudor à sexualidade explícita nos anos 80 até a representação da mulher da laje, essa jornada destaca a transformação do feminino no tempo.
"Dona Maria" (2017) revela a história de uma desilusão amorosa marcada por um relacionamento abusivo. Destaque para a coragem que floresce mesmo nas adversidades mais sombrias, sugerindo a preservação das lembranças de Dona Maria como uma forma de manter viva sua história e esperança.
"Mulheres Feias" (2013) aborda a delicada questão da desvalorização feminina baseada unicamente no critério da aparência. Transitando entre preconceitos e hipocrisias, a crônica destaca a necessidade urgente de se repensar, cada vez mais, padrões estreitos de beleza perpetuados pela sociedade.
"Lote" (2012) transporta-nos para a vida de uma judia alemã que sofreu na pele as consequências da Segunda Guerra Mundial e que encontrou no Brasil uma vida nova que incluiu o amor e a superação. Esta crônica destaca a vitalidade de Lote, mesmo diante das adversidades e ainda a vivência de uma última história de amor.
"A Sonsa" (2012) traz à luz as artimanhas de uma personalidade dissimulada, explorando as complexidades das relações interpessoais com um tom irônico e bem-humorado. Que tal desmascarar as sonsas?
A Pombagira (2018) dá testemunho de uma história vivida nos idos da década de 1980. Em pauta meu namoro com Ricardo e a grande surpresa que tive ao descobrir que ele se dedicava às chamadas ciências ocultas. Afinal, foi mesmo um encontro com ela, a Pombagira, essa insuperável dimensão de um feminino sedutor que, definitivamente, não se deixa conquistar por ninguém.
"A Morta" (inédita) relata o impacto de Camila ao descobrir a morte inesperada de sua vizinha Suzana. A trama explora a serenidade de Sílvia, amiga da falecida, diante da morte, e revela os dramas familiares de Suzana. A crônica destaca a inesperada forma como a morte se manifesta, criando uma atmosfera propícia à contemplação dos mistérios da existência humana.
"Confidências e Confissões" (inédita) convida à reflexão de temas como a maturidade dos sessenta anos de vida, celebrando a sabedoria adquirida, a autenticidade expressa no vestuário e a valorização das relações de amizade.
O livro
 “Entre Sábias e Bruxas: reflexões sobre a complexidade da experiência feminina” é um convite à exploração das múltiplas facetas que compõem a feminilidade. Em cada crônica, vão expostas experiências únicas que talvez sirvam para enriquecer nosso entendimento sobre as mulheres, esses seres de Vênus, que podem ter também muito de Marte, e que, afinal, são nada menos que a metade do mundo.
Boa leitura!

Disponível em AMAZON

Mulherengos, libertinos e outros: estereótipos e contextos da masculinidade

 O livro "Mulherengos, libertinos e outros: estereótipos e contextos da masculinidade reúne crônicas que exploram o universo masculino em algumas de suas múltiplas facetas. A autora mistura sua imaginação a histórias reais que apresentam a experiência masculina em diferentes contextos. Encontramos o elegante Alberto, que equilibra seu romantismo com sua tendência à infidelidade, e o delegado César, cujas aventuras amorosas nos anos 1970, em uma pequena cidade da serra gaúcha, nos rendem momentos hilariantes e reflexões sobre as complexidades da conduta libertina em uma sociedade conservadora. Roque, apesar de considerado "louco", desafia as normas sociais e mantém uma relação simbiótica com a pequena comunidade onde vive. Seu Antônio, cuja imponência física contrasta com sua doçura e amabilidade, deixa uma marca indelével na memória daqueles que o conheceram. Finalmente, Marcos Silas, um gerente de banco que se sente refém de uma vida banal e insatisfatória, cujas reflexões internas são expostas aos leitores que podem, assim, acompanhar a vida interior do personagem.
O livro percorre estereótipos e expectativas associados à masculinidade, em sua diversidade e complexidade. Uma leitura que tem em vista entreter, mas também inspirar algumas reflexões sobre o que significa ser homem ontem e ainda hoje, quando a pauta dos gêneros está em franco e caloroso debate.
Boa leitura!

Disponível em:
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São Paulo, a Cidade. Poéticas Visuais


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São Paulo, a cidade. Poéticas Visuais


SÃO PAULO A CIDADE: Poéticas Visuais. Este livro apresenta fotografias de São Paulo. São discursos silenciosos, as fotografias. Instrumentos que expõem a subjetividade presente nas paisagens urbanas. Não se trata, portanto, de registrar precisamente a realidade, mas de dar testemunho de uma São Paulo sentida, vivida e admirada. Neste livro, compartilha uma experiência pessoal vivida na cidade onde estudei, morei, passeei e amei. Essas fotografias são um convite ao leitor para uma jornada visual que pretende ir além da simples contemplação, buscando capturar a alma vibrante de São Paulo.

disponível na AMAZON


5 de junho de 2024

Crônicas para Passear o Tempo


"Crônicas para Passear o Tempo"
reúne textos que mergulham nas múltiplas nuanças da vida cotidiana com humor e irreverência. Todas foram publicadas pela primeira vez na Revista Vida Brasil, e algumas também em outras mídias, entre 2012 e 2023. Para esta edição, todavia, além das ilustrações inéditas e exclusivas criadas pela autora, os textos ganharam uma cuidadosa revisão. São vivências pessoais que vão desde a relutância em viajar até uma melancólica despedida do cigarro. Entre outros temas, a inevitabilidade da velhice e espaço para uma reflexão sobre o impacto dos automóveis na sociedade, entre outros assuntos. Em cada página, ênfase para a complexidade de momentos aparentemente simples do cotidiano revelado nas entrelinhas da rotina diária.

Na crônica "Em Vilegiatura" o leitor acompanha as reflexões da autora, uma viajante relutante, que questiona a necessidade de deixar seu aconchegante lar. Segue-se uma jornada única de descobertas pessoais que vão desde as preparações até os imprevisíveis momentos vividos durante uma viagem.

Em uma sociedade que endeusa e idealiza a juventude, "Improvisando a Velhice" ironiza a busca incessante pela eterna mocidade, celebrando a vida com uma boa dose de humor. A crônica desafia estereótipos sobre o envelhecimento, destacando que ser velho não é uma escolha, mas uma condição imposta pelos outros.

Em "Cigarro, Paixão Proibida", a autora narra sua dolorosa separação do tabaco, refletindo sobre a liberdade conquistada ao livrar-se do vício e também sobre as transformações culturais do tabagismo nas últimas décadas do século XX.

A crônica "Que Carro Você Tem?" desafia a mentalidade automobilística atual, comparando-a à evolução das atitudes em relação ao cigarro. Aborda a busca do automóvel como conquista e questiona a sustentabilidade desse modelo diante das implicações econômicas e sociais.

“As Cartas Não Mentem Jamais” mergulha nas memórias nostálgicas da infância da autora que revela ao leitor a fascinante prática da cartomancia de sua mãe, onde o baralho, a seriedade e o silêncio desencadeiam um suspense poético. Afinal, quem nunca?

"A Terra Oca" é uma incursão pelo intrigante mundo da pseudociência, um divertido contraponto à teoria da Terra plana durante a pandemia. A crônica questiona a racionalidade por trás de crenças sem base científica, mas, com ironia, a autora confessa sua preferência pela fantasia da Terra oca à Terra plana, imaginando como seria divertida uma excursão ao centro do planeta.

Finalmente, as "Coisas que Só Acontecem com Bibliófilos". A autora aí compartilha a dolorosa experiência de ter de se desfazer de parte de sua biblioteca, uma triste separação que, todavia, propicia um feliz reencontro com livros esquecidos. Ao folhear as páginas de um deles ao acaso, surge a história de São Bonifácio, proporcionando uma reflexão sobre o poder que os livros têm de transportar seus leitores para diferentes épocas e lugares sem precisarem sair do lugar.

Concluindo, "Crônicas para Passear o Tempo" é uma jornada literária que destila a essência de viver nas múltiplas dimensões da rotina diária. A autora convida os leitores a apreciar a complexidade de cada momento, a ironizar a vida e a descobrir, nas entrelinhas de suas próprias narrativas, uma expressão autêntica e singular deles mesmos. Um convite paradoxal, enfim, para a celebração da vida em suas formas mais simples, no que ela tem de mais extraordinário.

Boa leitura!

Disponível em: AMAZON