https://www.amazon.com.br/dp/B0CRPW6SWG
4 de junho de 2024
3 de junho de 2024
Ensaios da Subjetividade
"Ensaios da Subjetividade" reúne seis crônicas que exploram temas muito variados. Desde o tédio, visto como uma jornada íntima voltada ao sujeito, até a magia da imaginação, que altera os cenários, e mesmo cartas irreverentes dirigidas ao Papai Noel. Confesso meu amor pelos livros, assim como minha peculiar relação com eles. Na escrita, vai refletida minha íntima conexão com o mundo da fantasia, bem como a ênfase a aspectos da vida cotidiana que vão expostos de modo provocativo e, às vezes, questionador.
"Homenagem ao Tédio" é um convite para valorizar a solidão. Em uma sociedade cada vez mais marcada pelo consumismo desenfreado, é preciso questionar a superficialidade das relações humanas e a perda de significado em um mundo onde a fama e o prestígio eclipsam a verdadeira essência da existência. "Províncias & Metrópoles" tem por protagonista um homem que sai da cidade grande rumo à província. A narrativa descreve a experiência desse migrante ao internalizar uma nova paisagem, desvendando seu simbolismo, com ênfase às sensibilidades aguçadas das pequenas cidades. "Solidão Incomoda", sim, mas não o solitário. Desnecessário, portanto, tentar explicar a solidão alheia, atribuindo-a ao conformismo. Solidão é conquista, um estado de liberdade, de paz e conforto que contrasta com a agitação do mundo exterior, especialmente durante feriados e festividades. "Imaginação" explora a ideia de que as lembranças não precisam estar vinculadas ao mundo concreto, porque há um real particu
lar à nossa subjetividade, que transcende o mundo tangível, e que vai muito além do que é percebido pelos conformistas. Em "Carta ao Papai Noel", o meu desejo por presentes de Natal é colocado com toda franqueza. Afinal, consumir é quase como existir. É uma prática comum na sociedade. Uma prática que, todavia, vai nessa crônica ironicamente festejada. O texto explora a ideia de que sentimentos genuínos não podem ser solicitados ou adquiridos, sugerindo que são experiências não mercantilizáveis. Finalmente, "Meus Livros, Meus Amores" é uma confissão. Vai aí exposta minha preferência por livros antigos, danificados pelo tempo, cujas características lembram a pele humana envelhecida. Também a fatal transformação dos livros, afetados em sua forma na era pós-moderna que propõe sua comercialização em edições de luxo nas quais não raramente a forma prevalece sobre o conteúdo.
As crônicas que integram "Ensaios da Subjetividade" foram publicadas na Revista Vida Brasil. Contudo, para esta edição, além de uma revisão cuidadosa, decidi acrescentar ilustrações no início de cada capítulo e, ao final, apresentadas como elemento pós-textual.
A decisão de ilustrar meus textos resulta, sobretudo, do incentivo de minha querida amiga Ana Lúcia Marques Ramires, a Aninha a quem dedico este livro, amiga sempre presente na minha vida. Ponderei também que, em lugar de recorrer às produções da IA, eu mesma poderia criar as ilustrações, apesar das dificuldades implicadas em sua inserção em uma editoração eletrônica. Seja como for, penso que imagens são potencialmente significativas, sobretudo, no contexto de um livro.
A todos, meu desejo de uma boa leitura.
Disponível em AMAZON
Desconstruções: Poéticas Visuais
As fotografias apresentadas neste livro são fruto da minha exploração visual nas cidades de Porto Alegre e São Paulo. Não são simples registros, mas desconstruções da realidade, com objetivo de buscar a essência das cidades através de espelhamentos nas vidraças, revelando espaços multiplicados na vastidão da paisagem urbana.
O título Desconstruções sugere não se tratar aqui da cidade em sua forma convencional. Antes, trata-se de como a cidade reflete a si mesma em suas superfícies, em como suas complexidades se multiplicam e se entrelaçam. Cada imagem é o fragmento de uma narrativa visual mais ampla, que convida os observadores a explorar as camadas que compõem a experiência urbana.
Espero que esta obra desperte em você o mesmo fascínio e a curiosidade que experimentei ao explorar as nuances das cidades através da lente da minha câmera. Que estas desconstruções fotográficas inspirem uma avaliação renovada pela complexidade e beleza inerentes à vida urbana.
Disponível em: AMAZON
2 de junho de 2024
Entre Palavras e Destinos: além da cotidianidade
O primeiro conto, intitulado "A Metáfora", introduz os personagens Maria e João, cujas vidas se entrelaçam através da escrita e da criação literária. Confrontados com a destruição de seus livros por traças misteriosas, eles são forçados a assumirem identidades alternativas e a enfrentarem um mundo sem scripts predefinidos, mergulhando em uma dança de solidão e delírio.
Em seguida, o conto "A Espera" transporta o leitor para o Aeroporto de Porto Alegre, onde uma personagem anônima reflete sobre as tensões implicadas na fantasia da virtualidade e a realidade concreta, questionando as escolhas, as dúvidas e as tensões que um relacionamento afetivo oferece.
Por fim, "Nunca Mais", construído como prosa lírica, aborda a complexidade do amor e sua impotência diante da morte, revelando a luta solitária pela reconstrução de uma existência despedaçada. A escrita emerge como uma forma de resistência contra o esquecimento, buscando atribuir significado ao universo aparentemente indiferente e trágico.
Por meio de estilos narrativos distintos, os três textos exploram as fronteiras entre a imaginação e a realidade, convidando os leitores a refletirem sobre a condição humana e os destinos que tecemos através de nossas escolhas e, sobretudo, de nossas palavras. "Entre Palavras e Destinos" é um livro que questiona nossas rotinas e a previsibilidade do cotidiano, convidando os leitores a explorarem os limites entre imaginação e realidade, o mundo real e o virtual, a vida e a morte. Através de três textos que mantêm entre si uma relação de complementaridade, exploram-se metáforas da vida e da literatura. O primeiro conto, intitulado "A Metáfora", introduz os personagens Maria e João, cujas vidas se entrelaçam através da escrita e da criação literária. Confrontados com a destruição de seus livros por traças misteriosas, eles são forçados a assumirem identidades alternativas e a enfrentarem um mundo sem scripts predefinidos, mergulhando em uma dança de solidão e delírio.
Em seguida, o conto "A Espera" transporta o leitor para o Aeroporto de Porto Alegre, onde uma
personagem anônima reflete sobre as tensões implicadas na fantasia da
virtualidade e a realidade concreta, questionando as escolhas, as dúvidas e as
tensões que um relacionamento afetivo oferece.
Por fim, "Nunca Mais", construído como prosa lírica, aborda a complexidade do amor e sua
impotência diante da morte, revelando a luta solitária pela reconstrução de uma
existência despedaçada. A escrita emerge como uma forma de resistência contra o
esquecimento, buscando atribuir significado ao universo aparentemente
indiferente e trágico.
Por meio de estilos narrativos distintos, os três textos exploram as fronteiras
entre a imaginação e a realidade, convidando os leitores a refletirem sobre a
condição humana e os destinos que tecemos através de nossas escolhas e,
sobretudo, de nossas palavras.
Disponível em: https://kdp.amazon.com/pt_BR/bookshel
6 de novembro de 2023
A Janela
Sei que janelas abrem para fora. Dão a ver paisagens.
Mas também sei que janelas abrem para dentro, E dão a ver amados e amantes, verdades e mentiras, dias e noites. Saudades.
6 de setembro de 2023
2 de setembro de 2023
Flagrante
Privilégio ser apenas eu a ver tanta coisa que ninguém mais percebe. Reflexos da cidade. A fotografia tomada bem naquele instante. Eu alheia à importância da causa em discussão. Alheia e alienada, olhando pela janela as luzes, o rio, os reflexos. E tudo ali fora gritava. Agitava-se na indiferença e na perplexidade do que existe por existir. Simplesmente. Porque tudo é gratuito. Inclusive eu e... quem mais?





