20 de julho de 2022

Festa


Por um dia, uma noite. Fogueira e bandeiras. Quentão, pipoca, inverno.

E havia festa.

Sem você, no entanto. 

13 de julho de 2022

Esperar


Dias de julho. Entre expectativas e desapontamentos. Penso em Saturno: ele me ensinou a esperar, porque é dele a Eternidade.


5 de julho de 2022

Inutilidade

A intermitência do cursor é convidativa. Gosto tanto de ver essa fileira de letras espaçadas. São sonoras, harmônicas, fazem todo sentido. Mas dizer o quê? Eu me pergunto desde quando silenciei. Talvez com tua morte, e por conta dela. Mas no final já não me lias, e eu sabia estar à deriva. Hoje não apenas eu estou à deriva, mas também o que eu supostamente penso saber.  Tudo é duvidoso, a dúvida inclusive. Há uma inutilidade decretada que mata o pensamento. Vivemos o tempo dos slogans, das frases feitas, dos rótulos apostos sobre o vazio que se arroga às vezes de conteúdo. A palavra se inutiliza. E o que penso se limita à discrição da minha própria subjetividade. 
 

30 de junho de 2022

Nem sempre


Nem sempre é obrigatório fazer sentido.



18 de maio de 2022

Eu acho...

Todo mundo é contraditório. E também um tanto quanto complexo, uns mais que outros. Dito isso, não há como levar a coerência assim tão a sério. Eu acho...

11 de abril de 2022

Pois é...


 Então, quando olhei, ficou com esse jeito de casa assombrada. E eu na torcida, aguardando as aparições, os duendes, os fantasmas. Pelo menos algo assim nostálgico. Muito 407. Definitivamente. 

10 de abril de 2022

Rien de rien


"QUEM NÃO TEM FÉ, NÃO É DIGNO DE GUARDAR TAMANHO QUERER, SABE?"

Disso não sei mais, M*. Aprendi a confiar na descrença. É um tipo de fé tão boa quanto a outra. Descobertas minhas: confiar na descrença, que é [bem] menos desgastante. Ah! Mas não me venha falar que sou insensível ou coisa que o valha. Todo ser humano tem fé, mas a de algumas pessoas simplesmente se sustenta de alguma coisa mais prosaica. Eu sei bem como é acreditar, e sei bem como é depois ver as coisas nas quais se acreditou assumirem outros contornos. É da vida. Não discuto. Fé, afinal, a gente sempre tem, ainda que seja no nada. O nada, afinal, é o Nada, ora! Rien de rien.

Ainda mais

Levo muito a sério isso de escrever. Dentre tantas incompetências que me definem, escrever também representa um esforço, porque há resistências a vencer: a preguiça, a ignorância, os erros, que são tantos. Escrever, como tudo mais, representa um esforço. A diferença é que aí encontro recompensas. Não na hora. Mas depois, bem depois. Porque tem horas que me releio e gosto do que encontro. É quando me vejo bem de longe, sem as anomalias e as tantas mazelas da vida vivida de perto pela gente mesmo. Não tenho lá muita tolerância comigo. Resumida a mim, ando cansada, ainda mais agora que você morreu.

3 de abril de 2022

De passagem


 Por conta desses imponderáveis, sempre se descobre alguma coisa por aí. Bem assim. Então...