31 de janeiro de 2021

Adilson


 Este é o Adilson. Ele mora na Zona Sul aqui de Porto Alegre, em um condomínio e, por incrível que possa parecer, é o legítimo senhor de um dos apartamentos. 

O imóvel, na verdade um dos apartamentos térreos, já teve vários proprietários, e todos eles, sem exceção, têm de "aceitar" a presença de Adilson no imóvel. Afinal, ele é o verdadeiro dono.

Em que pese ainda não ter sido eleito síndico, Adilson se dá bem com todos os moradores. É amigável, simpático, guloso, preguiçoso e muito popular. Passa horas tomando sol, ora no estacionamento, ora circulando pelas áreas comuns. Contudo, tem o seu próprio apartamento, e dispõe de uma entrada/saída exclusivamente dele. 

Sempre que visito o prédio, faço questão de cumprimentar o Adilson, fazer uns carinhos nele e me sentir bem-vinda. Ele sempre me recebe bem. Imagino que já se acostumou à fama.

Adilson. Pois é. Soa bem. Que nome para um gato! Só não consegui descobrir quem o batizou, mas é certo que, mesmo quem mora lá há bastante tempo, chama-o por esse nome.

Ah! As fotos são do Dr. Eduardo Cestari Grando. Vizinho do Adilson.

26 de janeiro de 2021

Ao bom entendedor


 Um pouco mais de cor, de cheiros, de sabores. Até aí, tudo bem. Só não me sugira aquela rima pobre, ok? Menos. Por favor, menos.

1 de janeiro de 2021

1924-2021


 O coração, certo que não bate mais. Mas o papel persistiu. As cartas, guardei. A palavra, manuscrita, ficou. Encanto. Memória. Arquivo.

27 de dezembro de 2020

Questionável "evolução"

 Pela História afora criamos muitos deuses e heróis, para que administrassem nossos destinos. Notável, todavia, é que sua evolução ao longo do tempo seja tão decepcionante. O glorioso Zeus deu lugar a um cobrador de impostos: exige dízimos e habita templos cuja arquitetura sabe mais a bancos que a partenons. A evolução dos heróis não fica atrás. Derivou a espécimes diante dos quais o clássico Hércules empalideceria: homens aranhas, morcegos, dentre outras excentricidades.

24 de dezembro de 2020

Produção desobjetivada

Bem assim. Relendo o que me escreveste tempos atrás. É a nossa história, tua versão dela, que intitulaste "O Pêndulo". Ali, entre outras coisas, disseste de mim que, por ser como sou, minha produção artística e intelectual é desobjetivada.  — Pudera! Coisa mais desobjetivada que estas traças e estes ácaros, impossível! — Mas é verdade. Não sou objetiva. Não quero saber o que vou desenhar, nem o que vou pintar, nem o que vou escrever. Nunca sei o que vou postar aqui. Descubro o que fiz só depois de fazer. Pode ser até assustador, mas sou um mistério para mim mesma. Que difícil deve ter sido para ti conviver comigo por tanto tempo...

Ciclos


Criar, recriar, descriar é destino, descaso. desânimo.