22 de setembro de 2020

Livro

O livro é um mudo que fala, um surdo que responde, um cego que guia, um morto que vive, e, não tendo ação em si mesmo, move os ânimos e causa grandes efeitos.  

Padre Antonio Vieira, Sermão de Nossa Senhora da Penha, Lisboa, 1652.

20 de setembro de 2020

Então...


 Andar para frente, sim. Mas sem deixar de olhar para trás.

17 de setembro de 2020

15 de setembro de 2020

Memorial das Saudades

Então, escutando mais uma vez os teus áudios, tomados ao acaso, te ouço cantar, com a voz cansada, lentamente: "Giorni senza domani e il desiderio di te". E penso que a frase me soa hoje como uma sentença condenatória da qual não sei ainda como recorrer.

12 de setembro de 2020

Memorial das Saudades

Tantas foram as paisagens em que nos inserimos, tantas as belezas por nós descobertas, quando não por nós construídas. Nossos sentidos sempre em oitavas maiores nos deram a perceber um mundo tão intenso, sempre belo, às vezes, dramático. Repentinamente trágico também, mas nunca redundante nem óbvio. Vivíamos da inspiração. Daquilo que não é senão um sendo transformador, gerúndio alquímico do solve e coagula que nos ensinou quão simples é fazer ouro do chumbo pesado que permeia o que apenas existe. Talvez justamente por isso fizemos sentido apenas de passagem, de nós nada mais restando senão memórias e saudades.

26 de agosto de 2020

A Borboleta


A borboleta chegou bem hora em que eu enquadrava a foto deste São Francisco que mora naquela pousada maravilhosa que fica em Olinda. Pousou suavemente no quadro sob o meu olhar espantado e o olhar calmo do santo. Viajou em imagem até onde estavas. Revendo as fotos e conversas daquele passeio, morro mais um pouco de tanta saudade.