A foto é de 2013. Não faço ideia se o valor ainda é o mesmo. Parece que o tempo das velas já passou e, com ele, aquele cheiro característico, o clima misterioso, a luz trêmula que levava até mesmo os ateus e as ateias a tentarem aparentar certa contrição discreta. Eu, que adoro templos e igrejas, acho muito sem graça os tais velários eletrônicos. Mas o tempo passa. Das obsolescências, a menor.
22 de janeiro de 2016
14 de janeiro de 2016
13 de janeiro de 2016
11 de janeiro de 2016
9 de janeiro de 2016
6 de janeiro de 2016
Cheiro de mulher
"Como daí chegaram ao amor, não o soube ele nunca. A verdade é que gostava de
passar as horas ao lado dela, era a sua enfermeira moral, quase uma irmã, mas
principalmente era mulher e bonita. Odor di femmina: eis o que ele aspirava nela,
e em volta dela, para incorporá-lo em si próprio. Liam os mesmos livros, iam
juntos a teatros e passeios."
Machado de Assis, A Cartomante.
Machado de Assis, A Cartomante.
31 de dezembro de 2015
30 de dezembro de 2015
Os prazeres e os dias
"A ambição embriaga mais que a glória; o desejo floresce e a posse murcha todas as coisas; mais vale sonhar a vida que vivê-la, mesmo que vivê-la ainda seja sonhá-la, porém menos misteriosa e claramente ao mesmo tempo, com um sonho obscuro e pesado semelhante ao sonho esparso na frágil consciência dos animais que ruminam. As peças de Shakespeare são mais belas são mais belas vistas no quarto de trabalho do que representadas no teatro. Os poetas que criaram as amorosas imortais muitas vezes só conheceram criadas medíocres de albergues, ao passo que os voluptuosos mais invejados não sabem sequer conceber a vida que levam, ou melhor, que os leva."
PROUST, Marcel, Os prazeres e os dias. Rio de Janeiro: Rio Gráfica, 1986, p. 164.
PROUST, Marcel, Os prazeres e os dias. Rio de Janeiro: Rio Gráfica, 1986, p. 164.
Salão de Beleza
A foto da esquerda é de uma engenhoca que servia para encrespar os cabelos. À direita, um secador. As geringonças fazem parte do Museu de Amparo, SP.
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