15 de outubro de 2015

Câncer

A tirania da doença, a implacabilidade do tratamento, a expectativa da cura. Um vácuo consumia todas as coisas que eu imaginava saber e ainda aquelas que eu sabia que sabia. Tua fragilidade me comoveu. O som das máquinas enchia o espaço e marcava o ritmo do tempo, sobrepondo-se a todas as vozes. Aquela gente. A tua inconsciência. Os panos brancos, o sangue, a solenidade. E tudo à minha volta designava o meu não lugar.



Nem sei


23 de agosto de 2015

Pelos Supérfluos

Eleganze Femminili. Roma, 25 jan 1911, n. 2, Anno I

Coisas de Antigamente

 Elegância feminina: revista quinzenal de moda, número 7

"Eleganze femminili: rivista quindicinale di mode (Elegância feminina: revista quinzenal de moda) foi uma revista de moda italiana publicada de janeiro a maio de 1911, que era vendida por assinatura na Itália e no exterior. Além de apresentar as últimas tendências de moda dos mais famosos estilistas de Paris, Londres e Viena, a Eleganze femminili noticiava eventos sociais da alta sociedade e incluía artigos sobre etiqueta, interesses femininos, arte e história da moda ao longo dos séculos. Ela também oferecia aos leitores a oportunidade de obter os moldes dos modelos apresentados pela revista em musselina ou em papel e, na verdade, se anunciava como “uma revista para moda prática que permitirá a qualquer pessoa fazer suas próprias roupas”. O sétimo número, publicado no início de abril, dá entusiasmadas boas-vindas à nova estação, com sua moda mais arejada, que a revista associa à primavera e à regeneração da natureza. O número também está cheio de artigos sobre o estilo conhecido como jupe-culotte, ou saia-calça, uma tendência recente da moda que parece ter sido chocante para muitas pessoas, naquela época".
Texto extraído da  Wikipedia Commons

Olha bem!


Sobre a Ilha dos Pinguins

Anatole France (1844-1924)
By Nobel Foundation [Public domain], via Wikimedia Commons

"A presente obra pertence, devo reconhecer, ao gênero da velha história, daquela que apresenta a série de acontecimentos dos quais a lembrança se conserva, e que indica, tanto quanto possível, as causas e os efeitos; isso é uma arte de preferência a uma ciência. Pretende-se que esta maneira de fazer não contente mais os espíritos exatos e que a antiga Clio passe hoje por uma deusa de frivolidades. E poderá muito bem ter lugar, no futuro, uma história mais segura, uma história das condições da vida, para nos ensinar aquilo que tal povo, em tal época, produziu e consumiu em todos os modos de sua atividade. Esta história será, não mais uma arte, mas uma ciência, e ela mostrará a exatidão que falta à antiga. Porém, para constituir-se, ela tem necessidade de um aglomerado de estatísticas que fazem falta até agora entre todos os povos e, particularmente, entre os pinguins. É possível que as nações modernas forneçam, um dia, elementos para tal história. E no que concerne à humanidade passada, é preciso sempre contentar-se, eu creio, com uma narração à moda antiga. O interesse de semelhante narrativa depende, sobretudo, da perspicácia e da boa fé do narrador".

FRANCE, Anatole. L'ile des Pingouins. Disponível em: <file:///C:/Users/user/Downloads/132998438-Anatole-France-L-Ile-Des-Pingouins.pdf > Acesso em: 22/08/2015, p. 5.