23 de maio de 2015

Escrito no muro

Ah.
A gente anda tão à deriva.
O que o passado tem de melhor para nos dar é o esquecimento. 
O futuro, parece que se recolhe de medo, como aquelas sementes encroadas, que vingam mirradas, cheias de recalque. 
A gente pede o mínimo, ainda que o mínimo sempre seja pouco e no fim se contenta com menos ainda. 
E se é possível tirar ensinamento dessa conjuntura, então, que seja hoje.
Enquanto o mundo acaba, os bons oram e os maus se garantem, a gente namora.
Então...
Topa? Só por hoje.

22 de abril de 2015

E assim

E assim parece que todas as coisas se conformam aos lugares, a nós, a elas mesmas. As coisas não são passivas. Ao menos essas coisas que estão sempre aí, no nosso dia-a-dia, que são como o nosso pão. Estão sempre em atividade, mudando daqui para ali, de lá para cá. Coisas, coisas, coisas.
Les Choses do querido Perec.