5 de setembro de 2013
4 de setembro de 2013
O outro lado
É que essa coisa de fotografar vicia um pouco. E inventar moda, como essa coisa de ver o que acontece com os reflexos, dá o que fazer e o que pensar depois, olhando para as imagens. A delicia dessas indefinições está, para mim, no fato de elas serem tão consoladoras! Ainda mais hoje, quando esse mundo está cheio de gente que sabe quem é, que sabe o que quer, que sabe o que faz! Então, olha... Eu brinco com essas imagens que, afinal, são fotografias, pedaços da mais pura realidade, fidedigno desenho de luz (foto + grafia). Eu brinco com essas coisas indefinidas e indefiníveis, como as janelas tortas de um prédio refletido pela fachada de outro prédio com pedaços de uma árvore ainda e um canto de céu.
23 de agosto de 2013
9 de agosto de 2013
Utopias do Renascimento
"Oh! Souberas quantas coisas dizem sobre o século vindouro, tiradas da
Astrologia e dos nossos profetas! Afirmam que em cem anos a nossa época contém
mais feitos memoráveis que o mundo inteiro em quatro mil; e que neste último
século se editaram mais livros que nos cinqüenta anteriores. Falam também da
maravilhosa invenção da imprensa, da pólvora e da bússola, coisas estas que
constituem outros tantos indícios e instrumentos da reunião de todos os
habitantes do mundo em um só redil. Expõem igualmente como tudo isso aconteceu
enquanto tinham lugar grandes conjunções no triângulo de Câncer e no momento em
que a ápside de Mercúrio se adiantava a Escorpião, sob a influência da Lua e de
Marte, com o seu poder para uma nova navegação, novos reinos e novas armas. Mas,
quando a ápside de Saturno entrar em Capricórnio, a de Mercúrio em Sagitário, e
a de Marte em Virgo, depois das primeiras grandes conjunções e após o
aparecimento de uma nova estrela em Cassiopeia, surgirá uma nova monarquia e
reformar-se-ão as leis e as artes, ouvir-se-ão novos profetas". Texto de
1602, de CAMPANELLA, da obra UTOPIAS DO RENASCIMENTO, México: Ed. Fondo de
Cultura Economica, 1941. P. 202, in SARAIVA,
Antônio José. História da Cultura em
Portugal, Lisboa: Jornal do Foro, 1955, Vol. II, p. 15/16.
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