4 de setembro de 2013

O outro lado


É que essa coisa de fotografar vicia um pouco. E inventar moda, como essa coisa de ver o que acontece com os reflexos, dá o que fazer e o que pensar depois, olhando para as imagens. A delicia dessas indefinições está, para mim, no fato de elas serem tão consoladoras! Ainda mais hoje, quando esse mundo está cheio de gente que sabe quem é, que sabe o que quer, que sabe o que faz! Então, olha... Eu brinco com essas imagens que, afinal, são fotografias, pedaços da mais pura realidade, fidedigno desenho de luz (foto + grafia). Eu brinco com essas coisas indefinidas e indefiníveis, como as janelas tortas de um prédio refletido pela fachada de outro prédio com pedaços de uma árvore ainda e um canto de céu. 

11 de agosto de 2013

9 de agosto de 2013

Utopias do Renascimento

"Oh! Souberas quantas coisas dizem sobre o século vindouro, tiradas da Astrologia e dos nossos profetas! Afirmam que em cem anos a nossa época contém mais feitos memoráveis que o mundo inteiro em quatro mil; e que neste último século se editaram mais livros que nos cinqüenta anteriores. Falam também da maravilhosa invenção da imprensa, da pólvora e da bússola, coisas estas que constituem outros tantos indícios e instrumentos da reunião de todos os habitantes do mundo em um só redil. Expõem igualmente como tudo isso aconteceu enquanto tinham lugar grandes conjunções no triângulo de Câncer e no momento em que a ápside de Mercúrio se adiantava a Escorpião, sob a influência da Lua e de Marte, com o seu poder para uma nova navegação, novos reinos e novas armas. Mas, quando a ápside de Saturno entrar em Capricórnio, a de Mercúrio em Sagitário, e a de Marte em Virgo, depois das primeiras grandes conjunções e após o aparecimento de uma nova estrela em Cassiopeia, surgirá uma nova monarquia e reformar-se-ão as leis e as artes, ouvir-se-ão novos profetas". Texto de 1602, de CAMPANELLA, da obra UTOPIAS DO RENASCIMENTO, México: Ed. Fondo de Cultura Economica, 1941. P. 202, in SARAIVA, Antônio José. História da Cultura em Portugal, Lisboa: Jornal do Foro, 1955, Vol. II, p. 15/16.