9 de agosto de 2013

Utopias do Renascimento

"Oh! Souberas quantas coisas dizem sobre o século vindouro, tiradas da Astrologia e dos nossos profetas! Afirmam que em cem anos a nossa época contém mais feitos memoráveis que o mundo inteiro em quatro mil; e que neste último século se editaram mais livros que nos cinqüenta anteriores. Falam também da maravilhosa invenção da imprensa, da pólvora e da bússola, coisas estas que constituem outros tantos indícios e instrumentos da reunião de todos os habitantes do mundo em um só redil. Expõem igualmente como tudo isso aconteceu enquanto tinham lugar grandes conjunções no triângulo de Câncer e no momento em que a ápside de Mercúrio se adiantava a Escorpião, sob a influência da Lua e de Marte, com o seu poder para uma nova navegação, novos reinos e novas armas. Mas, quando a ápside de Saturno entrar em Capricórnio, a de Mercúrio em Sagitário, e a de Marte em Virgo, depois das primeiras grandes conjunções e após o aparecimento de uma nova estrela em Cassiopeia, surgirá uma nova monarquia e reformar-se-ão as leis e as artes, ouvir-se-ão novos profetas". Texto de 1602, de CAMPANELLA, da obra UTOPIAS DO RENASCIMENTO, México: Ed. Fondo de Cultura Economica, 1941. P. 202, in SARAIVA, Antônio José. História da Cultura em Portugal, Lisboa: Jornal do Foro, 1955, Vol. II, p. 15/16.

7 de agosto de 2013

Tempo

Tempo, tempo, tempo. Preciosidade que falta para escrever assim, por nada. Para estar aqui, para pensar, passear e fazer um pouco de coisa nenhuma. Para fotografar, sair por ai. Tão pouco meu tempo. Queria ter mais. 
Tempo. Tempo não se desperdiça. 

13 de julho de 2013

Reflexo

Como não amar a fotografia? Ela permite que nossas fantasias assumam uma concretude inaudita. Ela dá, aos nossos delírios, foros de veracidade. Ela empresta forma ao que é apenas fundo, e serve de fundo às mais extravagantes formas de nossos pensares e fazeres. Ela é ação no mundo. Pára o tempo, eterniza o segundo, mata a saudade.