18 de novembro de 2012
Daruska
Daruska tem 17 anos. Ela trabalha muito, recebendo com simpatia a todos aqueles que descobrem esta livraria mágica, da qual ela é a mascote. Voltei de lá com livros, carinhos, mimos, encantada e com uma certeza: vou voltar a São Francisco de Paula. Até mesmo porque preciso me certificar se, de fato, tudo não foi apenas produto da minha imaginação: uma miragem, enfim...
8 de novembro de 2012
REVISTA VIDA BRASIL
HOMENAGEM AO TÉDIO
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Gosto de dispor de tempo para entediar-me à vontade. Entediar-se é fazer contato com a própria interioridade e abrir-se às nossas cismas. É romper relações com a mesmice do ambiente e entregar-se a um diálogo imaginário. É dar-se conta daquela multiplicidade de facetas tão nossas, que colocamos de lado, que não deixamos que venham à tona em um mundo que só tem tempo para desperdiçar. Entediar-se é não fugir à tristeza, é aceitar que existem, em nosso interior, dimensões escuras, estranhas...
Estranhas aos outros e nós, mas nem por isso menos a gente mesmo. É olhar-se de frente no espelho mágico que não sabe mentir. Tédio é tempo de colar o que foi fragmentado, é tempo de arredondar os cantos lascados pela vida. Sem disfarces.
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Estranhas aos outros e nós, mas nem por isso menos a gente mesmo. É olhar-se de frente no espelho mágico que não sabe mentir. Tédio é tempo de colar o que foi fragmentado, é tempo de arredondar os cantos lascados pela vida. Sem disfarces.
Entediar-se é ausentar-se dos outros. É tempo para ser vivido, e não para ser desperdiçado com gente que se esvazia de si, que vive de presentes. Sem passado que nos dê sentido, perde-se significado. Desaparecemos, assimilados pela opinião, compartilhando apenas o que é comunitário. A solidão aterroriza, mas não devia. Há tantas vozes disputando nossos ouvidos que não é difícil nos flagrarmos, em dado momento, a repetir alguma coisa simplesmente por repetir. Como se fôssemos obrigados a falar, mesmo sem ter nada a dizer. De algum modo, pressinto discursos que se constroem a partir do eco. Sua fonte se perdeu. Como se reflexos se tornassem autônomos. Dou com algumas imagens de mim por aí às vezes, mas nem por isso sou eu. Então percebo que é hora do culto. Que é hora de buscar conforto no tédio, na deriva de alma. Hora de imitar o flâneur, só que percorrendo minha própria interioridade.
Percebo como é difícil pensar a vida sem unidades de medida. É que antigos valores não há mais. Tudo tem preço. Instituíram-se moedas de troca que capitalizam relações entre diferentes tribos, estas que hoje se substituem às extintas classes sociais. Temos apenas faixas de consumo, cuja medida de escala é a quantidade de eletrodomésticos, de banheiros, de suítes, de metros quadrados disputados centímetro a centímetro. Também vale contabilizar maridos e mulheres que se substituem por modelos mais novos, mais adequados a um vir a ser midiático de efeito hipnótico, multiplicado pelos espelhos das vitrines, esses altares, onde os produtos, como
os santos, são objeto de adoração. Cobiça e desejos nos guiam e amesquinham nossas ambições recheadas de sabores que ainda não provamos, de substâncias que ainda não tocamos, de brinquedos com que ainda não brincamos. Tudo isso nos afasta de nós, e nos aproxima de miragens que desaparecem, mal a gente consegue tocá-las. A saída é o tédio, a alternativa possível diante dessa fatalidade que se autorregula automaticamente.
Prescinde-se de valores que não sejam aqueles expressamente monetários. A atualidade nos põe preço, e isso sequer nos escandaliza, porque nosso tempo é tão-somente o tempo da emergência do sensacional, da manchete hiperbólica, da banalização de tudo. A fama e o prestígio legitimam qualquer conteúdo. Elas são a alquimia do sucesso. A ingenuidade torna-se cretina. Importa apenas o sensacional, o que pode ser taxado, comprado e vendido. Persegue-se a reparação indenizatória como forma de ajuste, numa atualidade que é sem ligação com o passado e que se vê apenas repetida no futuro, mecanicamente, produtivamente.
O presente é repetir-se, é copiar-se, é apropriar-se de experiências pré-formatadas. A atualidade traz o prêt-à-porter como traz o prêt-à-penser. Monetarizamos o valor da dor. Alguém deve pagar por nossos sofrimentos, por nossas angústias, por nossas frustrações. A Declaração Americana, desde 1948, quer que o homem alcance a felicidade. Como se ela fosse um objetivo a ser atingido. Recusar-se a tanto significa fracasso. O tédio é o refúgio dos fracassados, o exílio dos recalcitrantes, dos que desconfiam das pílulas que prometem a felicidade, o ego químico, o tesão eterno, a carne siliconada. Desconfio muito desse ambiente. Envelheço. Estranho este mundo que avança sobre a minha vida e que me convida a mudar de mim, a desviar-me de meu velho e conhecido eu, tão inadequado. Sou obsoleta. E
screvo este palavrão agora e não gosto. Mas o espelho mágico do tédio me reflete bem assim. Não consigo gostar muito dessas maravilhas todas que a gente só pode ter se comprar. Desconfio dessas coisas que nos tornam felizes, atraentes, inteligentes e que garantem nosso sucesso. Isso não me soa bem. É como perfume usado em demasia. Esses excessos são, definitivamente, faltos de elegância. O requinte costuma mostrar uma face aristocrática que é, sempre, um pouco decadente e blasé. Nada a ver com esses espetáculos pleonásticos que nos invadem a cada instante. Sem falar numa gente muito estranha que por aí.
Um garoto chinês vendeu um rim para poder comprar um iPad. Há uma jovem que investe seus melhores anos em sucessivas operações para substituir próteses mamárias por outras cada vez mais volumosas. Ela deseja ter os maiores seios do mundo. Não sei se conseguiu. Implanta-se tanta coisa no corpo! Ele está cada vez mais tatuado, colorido, transformado. Um rapaz cortou a língua, para que ela ficasse bifurcada como a de um lagarto. Descubro algo novo nisso. O tédio me faz pensar.
Ora, os artistas sempre representaram a figura humana conformada a valores de época. A rigidez das madonas medievais deu lugar às carnes rosadas da Renascença. A isso sobrevieram as sombras e os contrastes do Barroco. El Greco redimensionou as imagens, esticou as figuras para ao alto. A Arte nos conta a história dos homens, economizando palavras. Ah! Os impressionistas coloriram nossas sombr
as. O ser humano já perdia forma e diluía-se no fundo das telas. Aliás, desde então, fundo e forma se confundem, porque não mais se vai desvincular um do outro. Depois mudamos ainda mais. Desesperamos. Van Gogh resgata o louco. Os corpos começam a ser retorcidos. Basta folhear um livro de arte qualquer para dar-se conta disso. Na modernidade, Portinari conferiu a pés e mãos um peso excepcional, ao retratar um homem que era só força física empregada no trabalho braçal. Tarsila quase suprimiu a cabeça em Abaporu, um anencéfalo que sobreviveu perfeitamente bem; aliás, como muitos, até hoje.
Por que digo isso? Porque era só arte. Era uma figura humana limitada ao espaço plástico da tela ou do material tornado escultura. Era apenas faz de conta. Não passava de metáfora, de uma interpretação. A pós-modernidade inovou. Hoje é o corpo que recebe esses impactos. Não se trabalha mais a imagem em abstrato. Fazemos isso concretamente no próprio corpo-objeto. Confesso meu susto. Eu me refugio no tédio, bem aqui, entrincheirada por entre livros e velharias. De fato, olhando assim, parece que o corpo se transforma em suporte físico de manifestações só fazem sentido por muito pouco tempo. Percebo algo de assustador em tudo isso.
Por mais que essas intervenções corporais aconteçam como manifestações de ordem cultural na humanidade, historicamente, tratou-se de costumes e tradições inerentes a certos grupos humanos. Tudo tinha uma razão de ser, correspondendo a ritos de passagem. Eram formas de agir, pensar e fazer que se impunham como obrigatórias com vistas à manutenção de uma ordem social, conferindo estabilidade a um grupo. Sabemos de tatuagens tribais,pescoços alongados, lábios e orelhas alargados, mas em contexto que me parece muito diferente deste que estamos vivendo. Não se tratava do corpo pelo corpo, do corpo o
bjeto de si, mas do corpo como identidade social. Esse viés, no entanto, se adensa na pós-modernidade, e não encontro paradigma que não seja ver aí o consumismo puro e simples. Nosso corpo se assimila a um objeto de consumo que precisa se transformar com a mesma rapidez com que sobrevém a novidade vanguardista que já nos chega como passado. As próprias tribos têm muita mobilidade. São instáveis. As modificações que se imprimem aos corpos, nem tanto. Isso indica que nosso agora é para sempre, um fim em si, como se não houvesse gerúndios, apenas particípios que se seguem uns aos outros, repetidos, reiterados, desconexos, desvinculados, que emergem como eventos.
Produzir, consumir, deixar-se assimilar corporalmente como fetiche. Percorrer o tempo esvaziando-o de significação. Ser o melhor, o maior, o mais ágil, o mais rápido, o recordista. Ser por ser. Bater um recorde qualquer. Cultura resumida a eventos descontínuos que exibem uma logomarca que vale mais que a assinatura do artista. Até livros se escrevem sozinhos na cultura do copy & past. A produção da palavra limita-se a discorrer apenas, e a criar vazios repletos de hermetismo, de pirotecnia literária, onde o efeito importa mais que o significado. Escreve-se com vistas ao utilitário. A moda se impõe também nas palavras, e elas se substituem umas pelas outras, depostas e exiladas, pela inquisição que se impõe ao nosso léxico, exigindo dele que se limite a discursos publicitários, que exercitam meramente a persuasão. O banal torna-se profundo. É preciso aplaudir e delirar, sob pena de ser decretada nossa insensibilidade. É preciso ser estúpido, para alcançar a profundidade ina
udita do que é óbvio. Por isso talvez eu insista em permanecer tão superficial.
Confesso que fujo. Eu me entrego ao tédio, busco a solidão que me ensina a lidar com o tempo. Preciso fazer valer meu próprio ritmo e preservá-lo como algo profundamente individual. O meu tempo é o meu tempo, e eu gosto de conferir-me a prerrogativa de escolher como usá-lo. É um grande luxo gastar meu tempo com tédio. Saborear o meu café, sentir o cheiro de mofo de cada um dos meus livros, não fazer nada a não ser ouvir o que tenho a dizer a mim mesma.
Deixar-se falar. Talvez tenhamos mais a dizer a nós mesmos do que todos esses discursos de sucesso ou de salvação. Entediar-se. Permitir-se entristecer. Tédio é solitário, é lacônico, é modulado pelo silêncio. Nem alegre nem triste, mas existencial. Tédio é sem consolo, sem compreensão, porque nele não penetra a palavra divina que salva, nem a tentação do demônio que condena, nem a pregação do marqueteiro que quer
vender aquilo que todo mundo já tem, menos a gente. Solidão é grátis. É despedida sem adeus. Sem nada. É apenas nossa presença, permanecendo ainda, não obstante todas as coisas que nunca foram aquilo que queríamos ou que pensávamos que elas fossem.
É bem quando descubro que, apesar de tudo, eu ainda sou eu.
Autor: Maristela Bleggi Tomasini
2 de novembro de 2012
24 de outubro de 2012
23 de outubro de 2012
REVISTA VIDA BRASIL
DA MINHA ESCRITA EM SI
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
Faço isso por pura provocação. Porque tenho andado atentada como nunca antes. Deve ser resultado dos ferros que me atravessaram as entranhas, dos anestésicos gerais, dos calmantes, das coisas invasivas que me entraram pelo corpo, como que buscando uma alma inexistente, abstrata, abstraída e fugidia como sorvete em dia de vento. Hoje meu percurso é solitário. Sem qualquer outro tema além da escrita. Porque se trata de um exercício de purificação.
Nunca fui centrada nem dada a seguir linhas que obedeçam a qualquer tipo de lógica. Nem gosto. Muito embora, por vezes, me entregue a essa prática assim profana, que pretende explicar coisas, pessoas, enredos, casos, descasos, etc. Daí me envolvo num tema qualquer, depois desenvolvo e no fim acabo por escrever alguma coisa que parece ter começo, meio e fim. Parece apenas, porque visto mais de perto é pura desculpa. É quando minto, e faço de conta que há uma lógica interna aqui dentro. Mas não há nenhuma nem nunca houve. Há só ecos longínquos que eu escuto por dentro e que, quando me permito ― que nem hoje ― saem e viram palavras assim, sem nexo, ou com o nexo que você quiser que elas contenham, atribuindo-lhes um sentido qualquer que faça sentido para você, para mim, para nós.
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
Nunca fui centrada nem dada a seguir linhas que obedeçam a qualquer tipo de lógica. Nem gosto. Muito embora, por vezes, me entregue a essa prática assim profana, que pretende explicar coisas, pessoas, enredos, casos, descasos, etc. Daí me envolvo num tema qualquer, depois desenvolvo e no fim acabo por escrever alguma coisa que parece ter começo, meio e fim. Parece apenas, porque visto mais de perto é pura desculpa. É quando minto, e faço de conta que há uma lógica interna aqui dentro. Mas não há nenhuma nem nunca houve. Há só ecos longínquos que eu escuto por dentro e que, quando me permito ― que nem hoje ― saem e viram palavras assim, sem nexo, ou com o nexo que você quiser que elas contenham, atribuindo-lhes um sentido qualquer que faça sentido para você, para mim, para nós.
É tão bom fazer como agora. Deixar que as palavras se moldem à própria sonoridade do eco que escuto lá por dentro, no recente oco das minhas entranhas doídas e profanadas que ainda nem cicatrizaram. Que essas palavras se façam por si e em si, sem mais nada que não seja a própria força com que despertam na ponta dos dedos, ou do lápis. Pena o lápis. Gostava de escrever a lápis e ainda faço isso por conta da saudade que tenho daqueles... Eram verdes, sextavados, macios.... 4B, 6B, molengos e bem pretos. Borravam. Mas moldavam lindas palavras. Depois veio o desabituar e o tempo das teclas acomodou mãos e dedos na concórdia dessas máquinas silenciosas. Foram muitas mudanças, muitos regimes, muitas ditaduras. Gramaticais, de estilo, ortográficas, caleidoscópicas, contingentes, cegas, soturnas, desentendidas. Tudo isso representando um custo, um argumento do que deve ser assim ou assado, porque é assim que se faz, caso contrário não
vale.
A conquista de uma liberdade anárquica tem seu preço. Ela passa pelo enfrentamento da severidade. Você conhece a severidade? Ela é cheia de escrúpulos, essas bolhas que nos deixa a água quente quando lava nossos pecados. Severidade é o filtro interno que a gente instala para não sair da casinha ortográfica, para não viajar nem mesmo no pensamento, para fazer tudo certo, inclusive com as vírgulas. Sou boa de vírgulas e travessões: uso-os para burlar a severidade. Enquanto ela se propõe a buscar meus erros ortográficos, eu decomponho a lógica da razão e encho páginas e páginas de delírios. Mas as vírgulas são empregadas corretamente, assim como os travessões nossos que estão no texto, santificadas sejam as vossas regras assim na ortografia como na sintaxe, amém... Amém, Jesus! ― Ah! Não! Amém Jesus fica horrível e, fora o santo nome em vão, gera cisma. ― Sinistro isso. Mas agora que escrevi vai ficar, porque meu pacto hoje é frear a tecla del, a delatora das palavras desusadas. Hoje estou de farra. De porre na escrita, dando escândalo em público, porque escondido eu sempre fiz assim.
Estou de mal com as coisas certas. Elas me cansaram. Excesso de clareza, excesso de lógica, excesso de tudo, inclusive de estupidez. Começa-se a dar aos personagens e às pessoas uma coerência que eles nunca tiveram. Isso apaixona, porque simplifica suas ações que se tornam lógicas. O resultado são personagens e leitores mutilados em sua dimensão mais profunda. Somos todos contraditórios, ora. Amamos e odiamos simultaneamente, gritamos em silêncio, recaímos em lugares comuns com a mesma facilidade com que acreditamos em presságios que, no f
undo, não deixam de ser dados objetivos que nossa subjetividade, depravada, deforma e ajusta aos próprios desejos. Eleger uma linha de ação significa excluir todo o restante do plano. E eu não quero perder nada da vida, nem um só de seus pedacinhos, nem uma só de suas mais tediosas saudades. Não é o buliçoso movimento que me atrai. Não é esse dinamismo decadente e rápido que me fascina. Ao contrário, são os imensos vazios que gosto de percorrer, quadros monocórdios e tênues que se sobrepõe ao real como se foram tecidos com tênues fios de teias de aranha.
Sou inteira em cada um de meus fragmentos, como espelho estilhaçado que, depois de quebrado, descobre que sempre prescindiu de nexo. Talvez seja o mesmo com a escrita. Acredito piamente que ela se faça por si, ao comando de algum acaso que se esconde de mim feito pêlo teimoso que escapa da pinça e brilha depois na fotografia. Não vou me desculpar por isso tampouco. Nem por aquilo. Porque estou congestionada de palavras que não disse nem escrevi. Elas escoam como enchente, se infiltram no papel, condecoram páginas, respeitando apenas as margens. Não sei direito o que querem dizer, contudo, porque são palavreados de seitas, cheias de sentidos, de secretas insinuações que nenhum olhar pode conter ou emanar. Fazem sua própria história, criam suas impróprias rimas e saúdam estranhos que, aliás, nem sonham por que motivo seguem, com seus olhos, tais sequências repletas de insanidade, repletas desse imenso cansaço que me tira as forças e que me atira ao branco dessas páginas editadas sabe-se lá por qual combinação alquímica onde se infunde algum mercúrio chorado.
Essa é a minha escrita em si. Como acredito devesse ser sempre. Sem necessidade de fazer sentido ou de ajustar-se às necessidades e vicissitudes nossas de cada dia. Infelizmente nem sempre é assim, e há dias em que todas as coisas devem funcionar de acordo com as regras e as leis de um universo que expele os desajustados diferentes desafinados. Para tanto, restam os indesculpáveis. Palmas aos ajustados que lindamente vão apertando todos os parafusos frouxos que en
contram pela frente. Até o fim, infinitamente, até que se fundam ao tecido da camisa de força que os sujeita.
Amanhã me ajusto, me normalizo, me curo. Mas amanhã. Não hoje. Não agora.
12 de outubro de 2012
7 de outubro de 2012
6 de outubro de 2012
4° Motivo da Rosa
também é ser, deixar de ser assim.
Rosas verá, só de cinzas franzida,
mortas, intactas pelo teu jardim.
Eu deixo aroma até nos meus espinhos
ao longe, o vento vai falando de mim.
E por perder-me é que vão me lembrando,
por desfolhar-me é que não tenho fim."
Cecília Meireles
5 de outubro de 2012
Aniversário
Lembrei-me de ti, naturalmente.
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