15 de dezembro de 2011

Políticos... Quem não é?

Ritos de Final de Ano

Que dizer? Eis aí uma coisa que chega como se fosse maré alta. Sufocante. Por toda a parte os ritos. A quem dar o quê? Onde? O que comer? O que vestir? A medida dos significados, as disputas, as competições. Abster-se é uma impossibilidade. Querendo ou não os ritos nos deslocam da indiferença que a custo afetamos, porque, afinal, somos adultos, e já deveríamos saber perfeitamente bem que Papai Noel é, acima de tudo, um político.

8 de dezembro de 2011

Espera

Espero por ti, quase que como se fosse por mim. Para saber das novas que já sei, de outras que mal imagino, e ainda das que imagino mal. E para te ouvir contar o que não me contas, na semiologia das omissões, quando acabas sempre por responder justamente aquelas perguntas que eu não te faço.

4 de dezembro de 2011

3 de dezembro de 2011

Cartas para Julieta


Curiosa com a indicação e também com o título, assisti e gostei muito. Aliás, bem mais do que esperava.

2 de dezembro de 2011

As coisas mudam

De algum modo, os pincéis e as tintas, assim como as letras, fazem o que bem entendem. As palavras acontecem assim como as pinceladas e pouco se pode fazer para deter esse processo, esse acontecer que foge a todos os planos, a todos os tais desígnios da vontade. E por isso as coisas mudam. Aliás, mudaram: vieram as asas em lugar dessas águas passadas do esboço inicial.

Aranha

Onde houver teias, haverá aranhas; e se não as houver, fabrica-se alguma.

1 de dezembro de 2011

Chega por hoje

Mais alguma coisa?

Quando se diz que se faz de tudo, ou qualquer coisa, ou quando se diz que quanto mais se reza mais assombração aparece; e quando o Roque diz que tem dia que é noite, penso em todas as frases feitas que tenho feito e desfeito ultimamente, rosário desfiado de predições que se debulha, tipo dia de muito véspera de pouco, mais vale não ter que ter e perder, e todas essas outras bobagens, muidezas, coisas pequenas, mas, verdade é, que, afinal de contas. manda quem pode obedece quem quer.