17 de junho de 2011

Cada um, cada um


Mas cada um não é cada um. Cada um são muitos por dentro. 
Fossem sempre cada um apenas um, daí eu me aquietava então.

16 de junho de 2011

Espera

Saber esperar sem desesperar é um talento que, sem dúvida, nos custa grandes esforços.

12 de junho de 2011

Estava Escrito

A gente não sabia disso assim, logo de cara. Éramos como notas de roda-pé, anotando a vida um do outro. Pontuais, breves, e, de certa forma, corriqueiros, apenas por delicadeza. O texto das nossas vidas, o script da tua vida e da minha, era bem outro: sério, concreto, com capítulos, sem lugar para figuras, sem lugar para desenhos nas margens, desses que as crianças fazem com lápis de cor e que eu faço até hoje nos meus livros. A gente apenas anotava a vida um do outro, observava, pontuava, mas não vivia. Enfim, je t'inventerai des mots insensés que tu comprendras.

5 de junho de 2011

Intuição

Há uma realidade ao menos que nós compreendemos todos por dentro, pela intuição, e não pela simples análise. É nossa própria pessoa, durando através do tempo. É nosso eu que dura. Nós podemos não simpatizar intelectualmente, ou antes, espiritualmente, com nenhuma outra coisa. Mas nós simpatizamos, seguramente, com nós mesmos. BERGSON, Henri. La pensée et Le mouvant, Presses Universitaires de France, Paris, 1950, 27ª. Ed., p. 182.

31 de maio de 2011

Muito bienal


Até parece uma instalação. Talvez seja, agora.

29 de maio de 2011

27 de maio de 2011

8 de maio de 2011

Saudade


Vídeo construído com fotos feitas no Cemitério da Santa Casa de Misericórdia, de Porto Alegre, RS. enfatizando a palavra que mais se encontra escrita sobre as lápides, em diversas formas e materiais próprios ao rito que envolve o luto e a morte.

1 de maio de 2011

Memória

Porque a memória é o que resiste ao tempo e a seus poderes de destruição, e é algo assim como a forma que a eternidade pode assumir nesse incessante trânsito. E ainda que nós (nossa consciência, nossos sentimentos, nossa dura experiência) nos modifiquemos com os anos, e também nossa pele e nossas rugas vão se convertendo em prova e testemunho desse trânsito, há algo em nós, bem lá dentro, em regiões muito escuras, aferrado com unhas e dentes à infância e ao passado, à raça e à terra, à tradição e aos sonhos, que parece resistir a esse trágico processo: a memória, a misteriosa memória de nós mesmos, do que somos e do que fomos.

http://pt.scribd.com/doc/6921998/ernesto-sabato-sobre-herois-e-tumbas