2 de outubro de 2010

Sem objeto

Simplesmente estar atento. Mais nada. Sem objeto.

1 de outubro de 2010

Ângelo Roque Dorta


Tem dia que falta sol, disse hoje, segundo eu soube faz pouco, ao perguntar por ele.
Ângelo Roque Dorta, meu amigo Roque, acho que a única pessoa neste mundo que ostenta a tal originalidade irredutível do ser. Roque, que fala de si na terceira pessoa do singular, consegue ser ele mesmo a despeito do mundo, das normas, das regras, de tudo. Ainda assim, filosofa e cria essas legendas de vida, quando menos se espera.
Agora me veio com esta: tem dia que falta sol.
E tem mesmo, não tem, Roque?
Vou te ver. Pode esperar. Não tenho sol nenhum para levar ao teu dia, mas vou. Daí a gente proseia e tira retrato.

30 de setembro de 2010

Gêneros de Primeira Necessidade


01. Silêncio na hora do samba, do carnaval, dos festejos pela vitória do outro time.
02. Teus olhos em mim, por dentro.
03. Uma caixa para eu colocar nela guardanapos de papel, lembranças, passagens, bilhetes, fotografias, recortes, entradas e tantos outros pedaços de saudade.
04. Qualquer lugar onde eu não atrapalhe, mesmo que seja muito frio e escuro por lá.
05. Etc.

Contagem Regressiva

27 de setembro de 2010

Sim, mas...


Sim, mas... E os livros?

Sonetos que não são

Aflição de ser eu e não ser outra.
Aflição de não ser, amor, aquela
Que muitas filhas te deu, casou donzela
E à noite se prepara e se adivinha

Objeto de amor, atenta e bela.
Aflição de não ser a grande ilha
Que te retém e não te desespera.
(A noite como fera se avizinha.)

Aflição de ser água em meio à terra
E ter a face conturbada e móvel.
E a um só tempo múltipla e imóvel

Não saber se se ausenta ou se te espera.
Aflição de te amar, se te comove.
E sendo água, amor, querer ser terra.
( Roteiro do Silêncio(1959) - Sonetos que não são - I)

HILST, Hilda. Do Amor - São Paulo: Massao Ohno Estúdio - Edith Arnhold / Editores, 1999.

Ego

O melhor dos pontos de vista, é verdade. Mas quando cresce demais, nem o próprio eu aguenta!

14 de setembro de 2010

10 de setembro de 2010

Indefinível

Que canto há de cantar o indefinível?
O toque sem tocar, o olhar sem ver
A alma, amor, entrelaçada dos indescritíveis.
Como te amar, sem nunca merecer?
Amar o perecível,
o nada,
o pó,
é sempre despedir-se.

Hilda Hilst (1930-2004)

8 de setembro de 2010

Rosh Hashanah

Rosh Hashanah, Ano Novo
Comemora-se hoje o início do ano 5.771.
Entre as tradições, deve-se comer uma maçã com mel para ter um ano doce.
Shana Tova!